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Vacinas:
Mais proteção para os idosos
Não
são apenas as crianças e os adolescentes que precisam se
imunizar. Os adultos e os idosos também devem continuar recebendo
doses de vacinas para se proteger de várias doenças. As
seguintes vacinas estão à disposição no sistema
público de saúde:
As
essenciais
Dupla
tipo adulto
(difteria e tétano)
Protege o organismo
contra a difteria e o tétano. Esse acomete com freqüência
os idosos, devido a ferimentos domésticos e porque as pessoas que
hoje têm mais de 60 anos não foram, na adolescência
e na infância, alvo de campanhas de vacinação. Causado
por uma bactéria, o tétano atua nos terminais nervosos.
Seus principais sintomas são espasmos e rigidez muscular.
É preciso tomar
a vacina a cada dez anos. O adulto que nunca tomou a vacina ou desconhece
quantas doses tomou deve receber três doses, com intervalo mínimo
de 30 dias entre cada uma. Depois, é preciso tomar uma dose de
reforço a cada dez anos. Se a pessoa se ferir e só tiver
tomado uma dose ou não se lembrar de quantas tomou, precisará
tomar as três doses, além do soro antitetânico. A vacina
está disponível no Sistema Único de Saúde
(SUS).
Influenza
Também é
conhecida como a vacina contra a gripe. O vírus Influenza provoca
a gripe, cujos sintomas são febre alta, dor de garganta, dores
no corpo, fraqueza e mal-estar. Nos idosos, a infecção pode
evoluir com mais facilidade para uma pneumonia. É bom lembrar que
a gripe é diferente do resfriado, causado por outros vírus
e com sintomas mais fracos. A vacina requer uma dose a cada ano, administrada
nas campanhas de vacinação do Ministério da Saúde.
Contra a pneumonia
Protege o organismo
contra a pneumonia causada pela bactéria pneumococo. Em pessoas
com mais de 60 anos, a doença é três vezes mais freqüente,
além da mortalidade ser maior, razões pelas quais a vacina
se torna importante nessa faixa etária. No sistema público
de saúde, ela é destinada a idosos hospitalizados ou internados
em casas geriátricas e asilos. A vacina tem uma única dose,
com reforço após cinco anos. Entre os sintomas da pneumonia
estão febre, calafrios, dor no tórax, tosse com catarro
e falta de ar.
Outras
vacinas
Hepatite B
É uma doença
do fígado que em algumas pessoas não apresenta sintomas.
Em outras, o doente pode ter sintomas semelhantes aos da gripe: febre
baixa, dores musculares e articulares, dor abdominal e diarréia.
Cerca de 10% dos pacientes não desenvolvem a doença, mas
correm o risco de ter cirrose ou câncer de fígado no decorrer
dos anos. No caso dos idosos, o risco é que a hepatite B evolua
para formas mais graves. A vacina contra a hepatite B tem indicação
universal, ou seja, todos deveriam tomá-la, sendo recomendadas
três doses - duas com intervalo de um mês e a terceira cinco
meses após a segunda dose. A vacina não está disponível
para adultos na rede pública de saúde.
Febre amarela
Deve ser tomada por
todas as pessoas que moram ou viajam para regiões de risco no País,
entre as quais Mato Grosso, Pará, Goiás, Amazonas e a região
oeste dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. A febre amarela
é uma doença infecciosa de curta duração (no
máximo dez dias). Os sintomas gerais são febre, calafrios,
dores de cabeça e musculares, náuseas, vômitos e fotofobia
(sensibilidade dos olhos à luz). Nos idosos, a febre amarela pode
evoluir para um quadro mais grave (queda de pressão, sangramentos
e icterícia). A vacinação deve ser realizada dez
dias antes da data marcada para a viagem às regiões de risco.
Quem já tomou a vacina, deve se imunizar, novamente, e esperar
três dias para iniciar a viagem. O sistema público de saúde
dispõe dessa vacina.
De olho nos remédios
Os medicamentos são
parte da rotina de praticamente toda pessoa que está na terceira
idade. Estudos mostram que cerca de 70% dos idosos têm ao menos
uma doença crônica que requer tratamento médico e
terapêutico, ou seja, uso de fármacos. No Brasil, os idosos
consomem, em média, de 2 a 3,4 medicamentos por dia. Tomar vários
medicamentos com horários e doses diferentes nem sempre é
fácil, principalmente para as pessoas que têm problemas de
memória.
Além da dificuldade
que o variado número de medicamentos pode trazer ao dia-a-dia do
idoso, também muda a forma como os remédios agem no corpo.
Uma das diferenças está no fato de que, ao envelhecer, o
corpo perde água e tecidos (principalmente músculos) e ganha
mais gordura, o que pode fazer com que determinado medicamento fique mais
tempo no organismo. Problemas nos rins e no fígado também
acarretam dificuldade na eliminação de fármacos.
Por isso, é preciso que o paciente converse com seu médico,
atentando para todos esses fatores na hora de receber a receita de um
remédio. |
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