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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Serasa revela alta de 6,6% na inadimplência dos consumidores até agosto
11/09/2008

A inadimplência dos consumidores cresceu 6,6% de janeiro a agosto de 2008, na comparação com o mesmo período de 2007, revela o Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Física. O levantamento da Serasa, uma empresa do grupo Experian, aponta ainda que na comparação entre agosto de 2008 e agosto do ano anterior, houve alta de 4,8% na inadimplência dos consumidores. Já na variação mensal, agosto deste ano com julho último, a inadimplência das pessoas físicas recuou 5,2%.

As dívidas com os bancos seguiram liderando o ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores com 43,2% de participação no indicador até agosto de 2008. No acumulado de janeiro a agosto de 2007, esta representação foi de 38,7%.

Na segunda colocação estão as dívidas com os cartões de crédito e financeiras. Nos oito primeiros meses deste ano, a participação dessas dívidas na inadimplência dos consumidores foi de 32,5%. No mesmo acumulado de 2007, a representatividade foi de 30,7%.

Em seguida, com peso de 22% na inadimplência das pessoas físicas até agosto de 2008, estão os cheques devolvidos. De janeiro a agosto de 2007 os cheques sem fundos representaram 27,9% da inadimplência dos consumidores. Fechando o ranking estão os títulos protestados, com participação de 2,3% no indicador de janeiro a agosto de 2008, percentual menor que os 2,6% obtidos no mesmo período de 2007.

Valor médio das dívidas

De janeiro a agosto de 2008, as pendências com cartões de crédito e financeiras registraram um valor médio de R$ 410,53, o que representou 11,8% de crescimento ante o valor obtido no mesmo acumulado do ano anterior. Quanto às dívidas com os bancos, até agosto de 2008 foi registrado um valor médio de R$ 1.377,80, resultando em elevação de 8,5% sob o valor somado no período de janeiro a agosto de 2007.

Os títulos protestados, por sua vez, tiveram nos oito primeiros meses do ano um valor médio de R$ 944,61, com alta de 8,9% na relação com o acumulado de janeiro a agosto do ano anterior. Já os cheques sem fundos, de janeiro a agosto de 2008 obtiveram um valor médio de R$ 666,33, o que significou aumento de 10% quando comparado com o mesmo acumulado de 2007.

Análise

De acordo com os técnicos da Serasa, a inadimplência do consumidor no acumulado de janeiro a agosto de 2008 em relação ao mesmo período de 2007 atingiu 6,6%, bem acima do verificado entre o acumulado de janeiro a agosto de 2007 ante 2006, quando foi registrada uma queda de 1,1%.

Nas comparações de janeiro a agosto de 2008 com os oito meses de 2007 e de agosto de 2008 sobre agosto de 2007, o maior endividamento da população e as pressões dos juros, sobretudo de dívidas mais caras, a exemplo do cheque especial, e da inflação sobre o orçamento doméstico, causaram dificuldades para o consumidor honrar seus compromissos.

Na relação mensal, agosto sobre julho de 2008, a queda de 5,2% é justificada pelo menor número de dias úteis no 8º mês do ano, bem como pela queda nos preços dos alimentos em agosto, o que aliviou o orçamento familiar.

Para o restante do segundo semestre, o comportamento da inadimplência dependerá do impacto dos juros sobre o crédito, da inflação e do grau de endividamento do consumidor. A concessão de crédito, por parte do varejo menos organizado, também precisa melhorar.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Física por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com as instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras.

A Serasa, uma empresa do grupo Experian, é a maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento. Participa ativamente no respaldo às decisões de crédito e de negócios tomadas em todo o Brasil, facilitando aproximadamente 4 milhões de negócios por dia, para mais de 400 mil clientes diretos ou indiretos.

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