Busca
EspañolEnglishHomeMapa
.
.
Notícias


Últimas Notícias
Arquivo de Notícias
---2007
---2006
---2005
---2004
---2003
---2002
---2001
---2000
---1999
Voltar


Fale Conosco
(0xx11) 33 Serasa

Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial
Empresários revêem perspectivas ante o aumento dos juros e da inflação, revela pesquisa nacional da Serasa
03/07/2008

A expectativa do empresário brasileiro em relação ao faturamento de sua empresa é de alta em 2008. Segundo a Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial, 67% dos empresários esperam aumento do faturamento em sua empresa neste ano. Outros 23% esperam estabilidade e 10% acreditam em queda. Para o 3º trimestre de 2008, 63% dos entrevistados apostam em crescimento do faturamento, 26% em estabilidade e 11% prevêem queda.

O comércio é o setor mais otimista em relação ao faturamento em 2008. 71% dos empresários do comércio esperam elevação do faturamento, seguidos pelo setor de serviços (65%) e pela indústria (62%). As perspectivas de crescimento do faturamento são mais evidentes nas empresas de médio porte, com 71% delas aguardando alta no ano. Nas pequenas empresas este percentual é de 67% e nas grandes, de 62%.

Para o 3º trimestre de 2008, o comércio e o setor de serviços mostram-se otimistas com 65% e 63%, respectivamente, dos entrevistados esperando aumento do faturamento. A indústria tem 57% dos empresários com essa perspectiva. Por porte, as mais otimistas no período são as médias (67%), seguidas pela grandes (62%) e pelas pequenas (61%). Os empresários da região Norte são os mais otimistas no 3º trimestre (76%) e no ano (78%).

A pesquisa da Serasa foi realizada de 2 a 10 de junho de 2008 com 1.010 executivos (presidentes, diretores e economistas-chefes) das empresas representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras do país.

Investimento: expectativa de alta menor que em 2007

A expectativa é de que os investimentos das empresas cresçam tanto no 3º trimestre como no ano todo. Para o 3º trimestre de 2008, 58% das empresas que hoje estão investindo esperam ampliar os investimentos, 35% pretendem manter o nível de investimentos do ano passado e apenas 7% têm intenção de reduzi-los.

Para 2008, 53% dos empresários entrevistados planejam elevar seus investimentos, 41% deles esperam mantê-los nos patamares do ano anterior e 6% pretendem reduzi-los. As instituições financeiras e o comércio são os setores que mais investirão, com 59% (ambos) e a região Centro-Oeste é a que tem a maioria dos seus empresários (59%) com essa intenção.

No 3º trimestre, quem mais acredita na alta dos investimentos é o comércio, 59%. Em seguida, temos a indústria (57%), e praticamente empatados, o setor de serviços e as instituições financeiras, com 56% e 55%, respectivamente. O Centro-Oeste é a região com mais empresários (79%) esperando alta no investimento no período.

De acordo com os técnicos da Serasa, a elevação da taxa de juros (SELIC) e da inflação está promovendo uma revisão das perspectivas dos empresários brasileiros. Apesar das empresas estarem mais otimistas em relação ao seu faturamento - 67% dos empresários acreditam em alta neste ano, percentual maior que em 2005 e bem próximo ao verificado em 2007 (66%) -, a intenção de investir (53%) em 2008 é menor que a verificada em 2007 (58%).

Estoques: permanecerão estáveis

A maioria dos entrevistados da indústria e do comércio, 50%, afirmou que os estoques no ano ficarão estáveis. Para 30% dos empresários do país os estoques crescerão e 20% apostam em queda. Para o 3º trimestre de 2008, 56% das empresas acreditam que os estoques deverão ficar estáveis. O crescimento dos estoques é esperado por 24% das empresas e a diminuição deles por 20% dos entrevistados.

Juros: expectativa é de alta da SELIC

A expectativa dos empresários brasileiros em relação à taxa básica de juros (SELIC) é de alta. Segundo a Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial para 67% dos empresários entrevistados haverá aumento na SELIC em 2008. No ano passado, 65% dos empresários acreditavam em queda na taxa básica de juros, e em 2006, 48% tinham essa expectativa.

Na apuração para o fechamento do ano, as instituições financeiras (82%) são as que mais apostam no aumento da taxa de juros, seguidas pelo setor de serviços (68%), pela indústria (67%) e pelo comércio (64%). A região Sudeste liderou as expectativas sobre a alta na taxa básica de juros (SELIC) no ano, com 70% de seus empresários apostando nesta direção. A seguir vieram Sul (66%), Centro-Oeste (65%), Nordeste (63%) e Norte (49%).

Para o 3º trimestre de 2008, os empresários (69%) também apostam em crescimento da taxa SELIC. No mesmo período de 2007, a maioria dos empresários apostava em queda da SELIC, 71%; e em 2006, esse número era de 53%. Para o período, 34% dos empresários acreditam em um índice entre 11,5% e 12% para a taxa básica de juros, e 31% esperam que a SELIC supere novamente os 12%.

As instituições financeiras (82% dos empresários) são as que mais acreditam em alta no período, seguidas pela indústria (75%), pelo setor de serviços (69%) e pelo comércio (66%). Os empresários do Norte são os que mais acreditam no aumento da taxa básica de juros para o 3º trimestre: Norte (80%), Centro-Oeste (74%), Sudeste (70%), Sul (68%) e, por último, o Nordeste (65%).

Inflação: empresários crêem em aumento

Para o final do ano, 83% dos empresários brasileiros apostam em alta da inflação. Em 2007, esse percentual era de 32%, o mesmo de 2006. As instituições financeiras (88% dos empresários) e as indústrias (86%) são as mais pessimistas, seguidas pelo setor de serviços (83%) e pelo comércio (81%). Os empresários do Centro-Oeste são os que mais acreditam no aumento da inflação para o ano (95%).

Para o 3º trimestre, os empresários (78%) apostam em alta da taxa de inflação. Na apuração do período, a indústria (81%) e o comércio (79%) são os que mais apostam no aumento da inflação, seguidos pelas instituições financeiras (76%) e pelo setor de serviços (75%). A região Sul liderou as expectativas sobre a evolução da inflação, com 81% de seus empresários apostando nesta direção.

PIB: expectativa de alta permanece

Para 67% das empresas, o PIB crescerá em 2008 em relação ao ano passado. As grandes e médias empresas (71%) são as que mais apostam no crescimento do PIB, seguidas pelas pequenas (64%). Nessa direção, a região Centro-Oeste (76%) é a mais otimista, seguida pelas regiões Sudeste (67%), Nordeste (66%), Norte e Sul (ambas com 65%). Para este ano, 35% dos empresários entrevistados acreditam que o PIB crescerá entre 3,5% e 4,5% e outros 27% ficam entre 4,5% e 5,5%.

Para 2009, 65% dos empresários entrevistados esperam o crescimento do PIB em relação a este ano, 30% acreditam na estabilidade e 5% em queda. O Norte (71%) e o Centro-Oeste (70%) reúnem os maiores percentuais de otimistas em relação à expansão do PIB no próximo ano. Nessa perspectiva, as instituições financeiras e o comércio (68%) são os setores mais otimistas sobre o PIB. Para o próximo ano, os empresários praticamente se dividem sobre o crescimento do PIB, 30% apostam em taxas entre 3,5% e 4,5% e 25% dos entrevistados ficam entre 4,5% e 5,5%.

Câmbio: dólar continuará caindo em relação ao real

A expectativa em relação à taxa de câmbio do dólar frente ao real, para 66% dos entrevistados, é de queda para o 3º trimestre. Já para o ano, 46% apostam em queda e 30% acreditam em estabilidade.

Os empresários entrevistados acreditam que a cotação do dólar fechará em R$ 1,65 em 30 de setembro, e em R$ 1,61 no dia 31 de dezembro.

Grau de investimento: contribuição é positiva para todos os setores

A grande maioria (82%) dos empresários das instituições financeiras afirmou que a contribuição do grau de investimento é positiva para seus negócios, seguidas de 71% do empresariado do comércio, 70% do setor de serviços e 55% da indústria.

A região mais otimista com a contribuição do grau de investimento para os negócios é o Norte (85%), seguido pelo Sul (72%), Nordeste (67%), Sudeste (65%) e Centro-Oeste (62%).

Emprego e renda: desemprego cai em 2008 e renda cresce

De acordo com a Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial, 42% dos empresários esperam recuo do desemprego no 3º trimestre de 2008. Para o ano, 45% acreditam em queda na taxa de desemprego.

As instituições financeiras são as mais confiantes na queda do desemprego. Para o 3º trimestre, 45% das instituições esperam que o desemprego diminua e 50%, no ano. Outro setor otimista é o de serviços, 44% aguardam a queda no índice no 3º trimestre e 46%, no ano. A região mais otimista em relação à diminuição do desemprego é a Sudeste tanto para o 3º trimestre (44%) quanto para o ano (48%).

Quanto à renda do brasileiro, para o 3º trimestre de 2008, as opiniões estão divididas entre crescimento (39%) e estabilidade (36%) em relação ao ano passado. Para 2008, o percentual de empresas que espera aumento da renda é de 46% e estabilidade, de 34%.

Inadimplência e endividamento: novo aumento dos índices

Dos empresários entrevistados, 61% esperam crescimento da inadimplência do brasileiro no 3º trimestre do ano e 26%, estabilidade em relação ao mesmo período de 2007. Para o ano, a percepção de alta também é compartilhada por 61% dos empresários e de estabilidade por 30% deles.

Os empresários apostam ainda na alta do endividamento da população, em todo o país, no 3º trimestre (73%) e no ano de 2008 (73%). Para o 3º trimestre, as instituições financeiras e a indústria são os setores que mais acreditam em aumento do endividamento, 81% e 80%, respectivamente, seguidos pelo setor de serviços (73%) e pelo comércio (72%). Nesse período, as regiões Norte (78%), Sul (76%) e Sudeste (74%) são as que mais esperam alta do endividamento.

Para o ano, os empresários das instituições financeiras lideram as apostas no crescimento do endividamento, com um percentual de 80%, seguidos pela indústria (75%), comércio (74%) e setor de serviços (71%). O Sul e o Nordeste são as regiões com maior expectativa de alta no endividamento, com 77% e 76%, respectivamente, de seus empresários esperando crescimento.

Crédito: crescimento para consumidor e empresa

A oferta de crédito para pessoa física e jurídica irá crescer este ano na visão de 59% dos empresários da indústria, do comércio e do setor de serviços. No 3º trimestre, 53% desses empresários esperam aumento da oferta de crédito geral.

Para 62% dos empresários das instituições financeiras, haverá aumento da oferta de crédito para as empresas no ano e para 56%, o crédito para a pessoa física irá crescer em 2008.

Para o 3º trimestre, 62% das instituições financeiras esperam crescimento na oferta de crédito para as empresas sobre o mesmo período de 2007. No caso do crédito ao consumidor, 58% das instituições financeiras esperam crescimento da oferta de crédito no 3º trimestre de 2008.

O crescimento da oferta de crédito no ano é ainda um fôlego para os empresários, que contam com a demanda interna para atingir suas metas. É interessante notar que os indicadores do 3º trimestre já mostram as novas perspectivas dos empresários e antecipam as tendências para o fechamento do ano.

Modalidades de pagamento: permanecerão inalteradas

De modo geral, a composição das vendas à vista e a prazo, hoje, está na proporção de 31% para 69%, respectivamente. A composição das formas de pagamento praticamente não deve se alterar no 3º trimestre e no ano.

Metodologia da Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial

O objetivo da Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial é identificar as principais tendências da economia para o trimestre, semestre e para o ano, a partir do levantamento das perspectivas dos empresários, indo além da confiança desses agentes.

A pesquisa da Serasa, que há 40 anos tem participação expressiva na evolução econômico-financeira do Brasil, começou a ser desenvolvida em 2005 e apresentou um alto grau de assertividade em suas edições experimentais. Trata-se de um levantamento estatístico com uma amostra de mais de mil empresas representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras, dos portes pequeno, médio e grande e das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Divulga informações quantitativas de variáveis que captam as perspectivas das empresas sobre as condições macroeconômicas do país (PIB, taxa de juros e taxa de câmbio), os indicadores de emprego e renda (taxa de desemprego e renda média da população), a inadimplência e a oferta de crédito geral (grau de inadimplência da população, inadimplência no seu negócio, oferta de crédito na visão da indústria, comércio e serviço e oferta de crédito para pessoa física (PF) e pessoa Jurídica (PJ) na visão das instituições financeiras), os indicadores do negócio de cada empresa (faturamento, preço dos insumos) e as modalidades de pagamento (à vista e a prazo).

Os resultados retratam a percepção das empresas sobre o ambiente econômico e podem antecipar eventos que de fato ocorrerão na economia. Foram obtidos a partir da média ponderada das respostas de cada empresa e consideram a maior proporção das respostas possíveis (crescimento, estabilidade e queda).

.