A inadimplência das empresas apresentou nova alta no acumulado de janeiro a
novembro de 2007. Segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica,
houve um crescimento de 2,1% na inadimplência das pessoas jurídicas em relação
aos onze meses de 2006.
Na relação entre novembro de 2007 e novembro de 2006, houve um ligeiro
aumento de 0,8% na inadimplência das empresas. Já na comparação entre novembro
e outubro último, o indicador apontou queda de 2,9%.
No acumulado de janeiro a novembro deste ano os títulos protestados
lideraram o ranking de inadimplência das empresas, com uma representatividade
de 40,6%. Nos onze meses de 2006, esse peso foi de 40,2%.
Em segundo lugar aparecem os cheques devolvidos com 38,2% de participação no
indicador. De janeiro a novembro de 2006, os cheques sem fundos representaram
39,8% da inadimplência das pessoas jurídicas.
As dívidas com os bancos foram responsáveis por 21,3% da inadimplência das
empresas, até novembro de 2007. Apresentando crescimento constante, as
pendências com instituições financeiras tiveram, nos onze meses de 2006, uma
participação de 20% no indicador.
O valor médio dos títulos protestados, de janeiro a novembro deste ano, foi
de R$ 1.482,36, o que representou um aumento de 6,2% na comparação com o mesmo
período de 2006. Já os cheques devolvidos apresentaram queda de 4,8% em relação
aos onze meses de 2006, com um valor médio de R$ 1.166,59.
No acumulado de janeiro a novembro de 2007, o valor médio das dívidas com os
bancos foi de R$ 4.093,77, com alta de 10,7% em relação ao mesmo período do ano
anterior.
Segundo os técnicos da Serasa, o fator que colaborou para a elevação da
inadimplência das empresas, no acumulado do ano, foi o crescimento da concessão
de crédito a pequenas e médias empresas, quando não utilizados instrumentos
adequados para a operação, pois essas empresas normalmente apresentam risco
mais elevado de inadimplência em razão da maior volatilidade da receita às
variações da atividade econômica e dos negócios.
Observa-se, porém, que o crescimento da inadimplência tem sido inferior ao
do volume de crédito concedido. No entanto, o descolamento de prazos entre o
crédito para as empresas e destas para seus clientes tem causado descompasso
entre receita e despesa no fluxo de caixa das empresas.
A queda do indicador, na variação mensal, decorre da menor quantidade de
dias úteis em novembro (20) frente a outubro (22).
Metodologia
O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos
ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito
nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações
registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas
vencidas com instituições financeiras.