A Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial para o Natal 2007 apurou que
61% dos empresários entrevistados esperam aumento do faturamento na data em
relação ao Natal de 2006. O patamar é recorde desde o início da pesquisa, em
2005, e não só para o Natal, mas também considerando-se todas as datas festivas
do varejo desde então e a primeira vez que a barreira de 50% é rompida. O
grande comércio é o que aposta mais no maior faturamento neste Natal.
Para ilustrar, as datas mais otimistas de faturamento em 2007 foram: Dia das
Crianças (49%), Páscoa e Dia dos Pais (ambos com 48%). Os empresários do
comércio brasileiro esperam um crescimento médio do faturamento de 15,5% no
Natal deste ano em relação ao do ano passado.
Os empresários do comércio mais otimistas sobre o faturamento do Natal 2007
são os do Norte (70%), Sul (66%), Sudeste e Centro-Oeste empatados (59%) e, por
último, os do Nordeste (56%). A pesquisa da Serasa considerou uma amostra de
1.008 empresas do varejo, segmentadas por porte e por localidade
Em relação ao volume de vendas físicas (quantidade vendida), a perspectiva
também é recorde, com 59% dos entrevistados apostando em crescimento em relação
ao Natal 2006. Este patamar foi conseguido pela reversão de expectativa dos
empresários que acreditavam em estabilidade das vendas físicas no Dia das
Crianças e agora se mostram otimistas para este Natal.
Desde o Dia das Crianças de 2006, é a primeira vez que a perspectiva de
faturamento é maior que a de vendas físicas, em datas especiais do varejo,
indicando que os presentes serão de maior valor.
Na análise por porte e por região sobre as razões que promovem essas
perspectivas positivas, os empresários apontaram a conjuntura econômica como
muito favorável, principalmente nos aspectos de renda, maior emprego e maior
oferta de crédito.
Na opinião dos empresários do comércio brasileiro, os celulares (apontados
por 30% dos entrevistados) continuarão capitaneando as vendas para este Natal,
seguidos pelas confecções e acessórios (20%), eletrônicos (17%),
eletrodomésticos (11%), brinquedos (7%), perfumaria e cosméticos (3%), DVD,
CD´s , livros e agendas (2%), entre outros. Na análise regional, os celulares
sempre aparecem no topo da procura por presentes.
Os empresários do varejo dizem que 47% de suas vendas para este Natal será à
vista e 53% a prazo. Esta proporção praticamente não mudou em relação ao Natal
2006. Na composição das vendas à vista, as compras com dinheiro representarão
38% das transações, as com cheques 23%, com cartão de crédito 20%, com cartão
de débito 14%, com cartão da própria loja (Private Label) 2% e outros meios
3%.
Nas vendas a prazo, o cheque pré-datado responderá por 37% das transações, o
cartão de crédito parcelado 27%, o financiamento/crediário 25%, o cartão de
débito parcelado 5%, o cartão da própria loja parcelado 2% e outras formas 4%.
Os empresários do varejo acreditam que o número médio de parcelas será de 3
para os financiamentos com o cheques pré-datados e cartões de crédito e 5 para
os financiamentos/crediários.
Para os analistas da Serasa, as perspectivas dos empresários do varejo para
o Natal 2007 estão bem coerentes com o cenário econômico, que congrega: aumento
da renda do consumidor; aumento do emprego formal (com carteira assinada);
redução das taxas de juros; estabilidade da inadimplência; maior oferta de
crédito e alongamento de seus prazos; maior disponibilidade de produtos
importados e queda nos preços dos produtos eletroeletrônicos e de informática,
motivada pelo real valorizado e, principalmente, pelo bom gerenciamento das
variáveis macroeconômicas (inflação etc.).
A Serasa divulga dois tipos de pesquisas a propósito do Natal, Nível de
Atividade Econômica do Comércio, indicador baseado em dados reais das consultas
realizadas no banco de dados da Serasa, o único de alcance nacional (pesquisa
esta realizada também nas outras datas comemorativas relevantes para o
comércio); e a Pesquisa de Perspectiva Empresarial, a qual tem por objetivo
identificar as principais tendências da economia a partir do levantamento das
perspectivas dos empresários.