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(0xx11) 33 Serasa

Estudos Econômicos
Mercado interno aquecido contribui para o crescimento das vendas das empresas
29/11/2007

Estudo da Serasa mostra que no primeiro semestre de 2007 o crescimento médio do faturamento líquido das empresas, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi de 7,2%, já descontada a inflação. Esse desempenho foi beneficiado pelo crescimento da demanda interna, sustentada pelo aumento da massa real de rendimentos, pela expansão do crédito e dos prazos de financiamento e pela redução das taxas de juros. O estudo foi realizado com uma amostra de 9.700 balanços, sendo 3.200 de empresas da indústria, 3.700 do comércio e 2.800 de serviços. Os demonstrativos de junho de 2007 foram disponibilizados no 3º trimestre de 2007.

A indústria cresceu 10,3% no primeiro semestre de 2007, sendo o setor que registrou o melhor desempenho nas vendas líquidas. Ele é justificado pela recuperação do agribusiness, aliado à expansão da economia mundial e à alta dos preços das principais commodities, fatores que promoveram um aumento das exportações, amenizando os efeitos da apreciação do real ante o dólar americano. Deve-se considerar ainda, o menor nível de atividade no mesmo período de 2006.

Entre os segmentos da indústria que mais se destacaram está a siderurgia, favorecida pelo alto patamar das cotações do aço, decorrente da expansão dos investimentos em setores demandantes e do crescimento da produção de bens de consumo duráveis.

O segmento de fertilizantes também obteve crescimento diferenciado. As vendas foram beneficiadas pelo bom desempenho de algumas culturas como milho e cana-de-açúcar e também pela antecipação de compras feitas por grandes produtores. O setor aproveitou o aumento da demanda interna e externa e elevou os preços dos produtos.

As vendas do comércio, no primeiro semestre de 2007 em relação ao primeiro semestre de 2006, cresceram 6,4%. O comércio foi impulsionado pelo incremento na venda de bens de consumo duráveis, em especial os segmentos de veículos e motos, favorecidos pela manutenção das boas condições de crédito (maior oferta de recursos, menores taxas de juros e, principalmente, o alongamento dos prazos). Contribuíram ainda para o crescimento do comércio, os segmentos de tecidos, vestuário e calçados, estimulados pelo inverno mais rigoroso.

As empresas prestadoras de serviços apresentaram incremento no faturamento de 4,8%, tendo como destaque o segmento de telefonia celular. As vendas foram impulsionadas pela acirrada concorrência entre as operadoras móveis, resultado da estratégia adotada para ampliação da base de clientes mais rentáveis, como os corporativos. Adotaram-se práticas comerciais de promoções e subsídios de aparelhos e pacotes com tarifas reduzidas, além da ampliação da oferta de crédito e maiores prazos de pagamento nas grandes redes varejistas. A receita média por usuário aumentou, mesmo com o crescimento da participação de celulares pré-pagos no total da base de aparelhos.

O crescimento do crédito imobiliário com prazos mais longos de financiamentos e reduções das taxas de juros, aliado à estabilidade econômica, refletiu em aumento de negócios no segmento de construção civil. A expectativa de continuidade de crescimento da atividade econômica e a expansão da massa real de rendimentos formam um cenário ideal para que os mutuários sintam segurança para aquisição da casa própria. O segmento da construção civil pesada foi beneficiado pelos investimentos iniciais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pelo cenário macroeconômico positivo, que formam um ambiente favorável à realização de investimentos em infra-estrutura, inclusive por parte da iniciativa privada.

Apesar da indústria apresentar melhor desempenho no último semestre de 2007, no período acumulado de 2000 a 2006 o comércio garantiu a liderança, com evolução acumulada de 40,9%, frente a 29,4% da indústria e 23,3% do serviço. A liderança vem se consolidando pela manutenção das principais determinantes como aumento da massa salarial e do crédito.

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