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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Serasa aponta nova alta na inadimplência das empresas
28/11/2007

A inadimplência das empresas registrou o décimo crescimento no acumulado do ano, mostrou o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica. De janeiro a outubro de 2007 houve um aumento de 2,2% na inadimplência das pessoas jurídicas na comparação com os dez meses de 2006.

Na relação entre outubro deste ano e outubro do ano passado, o indicador apontou uma alta ainda maior na inadimplência das empresas, de 7,6%, e na variação mensal (outubro sobre setembro de 2007), o aumento foi de 11,3%.

Os títulos protestados puxaram a alta na inadimplência das empresas com uma participação de 40,4% no indicador de janeiro a outubro de 2007. O peso dos protestos esse ano foi ligeiramente superior ao registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 40,3%.

Os cheques sem fundos ficaram em segundo lugar no ranking de representatividade da inadimplência das empresas, com uma participação de 38,2% nos dez meses de 2007. No acumulado de janeiro a outubro de 2006, os cheques sem fundos foram responsáveis por 39,8% da inadimplência das pessoa jurídicas.

Por último ficaram as dívidas com os bancos, que tiveram participação de 21,4% na inadimplência das empresas. O peso desses registros vem crescendo a cada ano. De janeiro a outubro de 2006, as dívidas com o sistema financeiro representaram 19,9% da inadimplência.

Na comparação dos dez meses de 2007 com o mesmo período do ano passado houve alta no valor médio dos títulos protestados (R$ 1.486,33). A evolução no período foi de 6,7%. Já os cheques sem fundos tiveram um valor médio de R$ 1.162,76 no acumulado de janeiro a outubro deste ano, com queda de 5,4% em relação a 2006.

No acumulado dos dez meses de 2007, o valor médio das dívidas com as instituições financeiras foi de R$ 4.099,40. Na comparação com o mesmo período de 2006, o valor médio dessas dívidas aumentou 11,7%.

Segundo os técnicos da Serasa, o crescimento na inadimplência das pessoas jurídicas ocorreu pela maior oferta de crédito e pelo descompasso de prazos entre o financiamento ao cliente (longo prazo) e o financiamento do capital de giro das empresas (curto prazo). Há também a dificuldade das empresas exclusivamente exportadoras, cuja rentabilidade vem sendo comprometida pela valorização do real.

Para as empresas dependentes de capital de terceiros, os juros ainda continuam elevados e exigem um grande retorno das atividades, o que também pode gerar inadimplência. Nesse aspecto, as micro e pequenas empresas ainda são especialmente afetadas, e precisam estar preparadas para tomar e conceder bem o crédito.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com instituições financeiras.

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