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(0xx11) 33 Serasa

Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial
Cai otimismo em relação ao faturamento e lucro, aponta Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial
17/07/2007

O otimismo dos empresários com relação à economia brasileira e aos seus negócios em 2007 ficou menor no final do 1º semestre deste ano, recuando dos recordes históricos verificados há três meses. A Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial - 3º Trimestre de 2007 foi feita pela Serasa entre os dias 11 e 22 de junho de 2007, com 908 executivos (presidentes, diretores e economistas-chefes) das empresas representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras do país.

Faturamento: Trimestre anterior registrou recorde de otimistas

Segundo a pesquisa, 59% dos entrevistados esperam crescimento do faturamento no 3º trimestre de 2007 comparativamente ao mesmo período do ano passado. Outros 27% esperam estabilidade e apenas 14% prevêem queda. Com estes resultados, o Indicador Serasa de Perspectiva de Faturamento, índice construído com base nas respostas dos entrevistados dentro de uma escala de 0 a 100 (leia mais no texto abaixo Metodologia) – atingiu o valor 73, recuando em relação ao recorde de 75 obtido no trimestre anterior.

Para o 3º trimestre deste ano, 60% dos empresários do comércio esperam elevação do faturamento, no setor de serviços são 59% e na indústria, 58%. As perspectivas de crescimento do faturamento são mais evidentes nas grandes empresas, com 69% delas aguardando alta no 3º trimestre de 2007. Nas médias e nas pequenas empresas estes percentuais são de 65% e 55%, respectivamente.

Para o fechamento do ano de 2007, o otimismo quanto ao faturamento é maior. 66% dos empresários apostam em crescimento, 21% deles esperam estabilidade e 13% acreditam em queda do faturamento em 2007 em relação a 2006. Os setores mais otimistas são o comércio, com 70% dos entrevistados esperando aumento do faturamento no ano, e a indústria, com 68%.

Por porte, as mais otimistas são as grandes empresas com 80% aguardando crescimento do faturamento em 2007, seguidas pelas médias empresas com 69% e pelas pequenas com 63%.

Lucros: Perspectiva se reduz no 3º trimestre por conta de aumento de preços de insumos

A perspectiva de lucros caiu do 2º para o 3º trimestre de 2007, retornando ao patamar verificado no início do ano. Pela pesquisa, 43% dos entrevistados acreditam em elevação dos lucros no 3º trimestre de 2007, 38% acreditam em estabilidade dos lucros e 19% apostam em queda.

O Indicador Serasa de Perspectiva de Lucros - Indicador construído com a mesma metodologia do Indicador Serasa de Perspectiva de Faturamento – retornou ao valor de 62.

O setor de Serviços é o mais otimista quanto aos lucros neste 3º trimestre do 2007, com 48% das empresas acreditando em elevação. Em seguida, temos a Indústria e o Comércio com 42% e 40%, respectivamente.

A redução das perspectivas de lucros (para o 3º trimestre e para o ano de 2007), de forma mais acentuada que a ligeira queda das perspectivas de faturamento, pode ser explicada pelas expectativas empresariais de elevação nos preços dos insumos para os próximos meses. De acordo com o levantamento, 46% das empresas pesquisadas dos setores comércio, serviços e indústria, projetam elevação nos preços dos seus insumos neste 3º trimestre. Para todo o ano de 2007, este percentual aumenta para 55%. Neste sentido, segundo os entrevistados, a valorização cambial estaria sendo insuficiente para neutralizar pressões de custos vindas tanto do aquecimento da demanda doméstica, como das altas de preços de várias “commodities” (especialmente metálicas e minerais) no mercado internacional.

As perspectivas de crescimento dos lucros, no 3º trimestre de 2007, são maiores nas grandes empresas com 54% delas aguardando elevação. As médias e pequenas empresas têm 46% e 40%, respectivamente.

Para o fim de 2007, o otimismo quanto aos lucros caiu nesta Pesquisa em relação à anterior. 56% dos empresários apostam em crescimento dos lucros neste ano, 26% deles esperam estabilidade e 18% acreditam em queda dos lucros em 2007 com relação a 2006. Em relação à Pesquisa do trimestre anterior, notamos elevação no percentual de empresas que projetam queda dos lucros em 2007 bem como redução do percentual daquelas que projetam aumento dos lucros no ano.

Os lucros em 2007 devem crescer mais nas grandes empresas. 70% delas apostam no crescimento dos lucros em 2007, seguidas pelas pequenas empresas (54%) e médias empresas (53%).

Investimento: Instituições financeiras lideram investimentos

De modo geral, a expectativa é de que os investimentos cresçam tanto no 3º trimestre como no ano de 2007. Hoje, 60% das empresas entrevistadas afirmaram que estão investindo. Para o 3º trimestre de 2007, 60% das empresas que hoje estão investindo esperam investir mais, 34% pretendem manter o atual nível de investimentos e 6% pretendem reduzi-los.

O destaque fica com as instituições financeiras: 75% delas esperam aumentar os investimentos no 3º trimestre de 2007. Em seguida temos o setor de Serviços e o Comércio com 62% das empresas destes setores demonstrando intenções de ampliar seus investimentos e, por fim, a Indústria com 51%.

Na análise por porte, 64% das pequenas empresas são as que possuem maior intenção de investimento neste trimestre. 57% das grandes empresas planejam elevar seus investimentos e, nas médias empresas, este percentual é de 53%.

O Indicador Serasa de Perspectiva de Investimento - indicador construído com a mesma metodologia do Indicador Serasa de Perspectiva de Faturamento – atingiu o valor de 77, confirmando a intenção do empresário de continuar investindo e permanecer no patamar verificado a partir do 3º trimestre de 2006.

Para o encerramento de 2007, 58% dos empresários responderam que planejam elevar seus investimentos, 36% deles esperam mantê-los nos patamares atuais e 6% pretendem reduzi-los. As pequenas, 59%, e as grandes empresas, 58%, são as que mais planejam elevar seus investimentos neste ano. Nas médias empresas este percentual é 55%.

Estoques: Ficarão estáveis

A maioria dos entrevistados da indústria e do comércio, 50%, afirmou que os estoques no 3º trimestre de 2007 ficarão estáveis. Para 26%, os estoques crescerão e para 24%, irão cair. Para o ano de 2007, 49% das empresas acreditam que os estoques deverão ficar estáveis. O crescimento dos estoques é esperado por 29% das empresas e a diminuição deles por 22% dos entrevistados.

Indicadores macroeconômicos

PIB: Maioria acredita em crescimento

Para a maior parte das empresas (72%), o PIB deverá crescer em 2007. Segundo o levantamento, 43% das empresas acreditam que o crescimento do PIB este ano deverá se situar entre 2% e 3%, ao passo que, para 23% dos entrevistados, o PIB deverá crescer entre 3% e 4%. Somente para 4% das empresas, o PIB deverá ter alta superior a 4% em 2007. As respostas, mesmo coletadas após a divulgação da nova metodologia de cálculo do PIB efetuada pelo IBGE, ainda parecem ser construídas levando-se em conta a antiga metodologia ou ainda sob forte influência histórica recente de baixas taxas de crescimento.

A expectativa em relação à taxa de câmbio, para 73% dos entrevistados, é de queda para o 3º trimestre e para o ano de 2007.

A percepção de queda na taxa de juros é compartilhada por todos os segmentos, sobretudo pelas instituições financeiras e, na análise por porte, pelas grandes empresas, tanto no 3º trimestre quanto no final de 2007. A maioria dos entrevistados, 71%, apostam na queda no 3º trimestre e 65% na mesma tendência para o fim de 2007. Para 45% das empresas a taxa SELIC deverá encerrar o 3º trimestre entre 12% e 12,5% anuais e, para 43% das empresas, a taxa SELIC deverá encerrar o ano abaixo de 12% anuais.

Indicadores de emprego e renda: renda cresce e desemprego cai no ano

Das empresas pesquisadas, 38% apostam em queda do desemprego e 33% em crescimento, para o 3º trimestre de 2007. Para o ano de 2007, este comportamento é mais favorável para a queda do desemprego: 43% apostam em queda do desemprego e 29% em crescimento.

Quanto à renda do brasileiro, os entrevistados apostam em estabilidade (42%) e crescimento (40%) para o 3º trimestre do ano. Contudo, para o ano de 2007 o percentual de empresas que espera aumento da renda sobe para 52%.

Inadimplência: Aumento do endividamento da população

Dos empresários entrevistados, 48% esperam crescimento da inadimplência do brasileiro no 3º trimestre do ano. Já para o final de 2007, a percepção de alta foi apontada por 52% dos empresários.

Porém, quando perguntados sobre a inadimplência no seu próprio negócio, no 3º trimestre de 2007, a maioria, 55%, acredita em estabilidade. Para o final do ano, 60% dos empresários esperam estabilidade da inadimplência nos seus negócios.

Sobre endividamento da população, a maioria, 68%, aposta em aumento para o 3º trimestre. Para o ano de 2007, a perspectiva de aumento do endividamento é apontada por 69% dos entrevistados.

Crédito: Crescimento para consumidor será maior que para as empresas

As instituições financeiras, 82%, apostam em crescimento da oferta de crédito para pessoa física e 85% para a pessoa jurídica, no 3º trimestre. O aumento médio do crédito para consumidor esperado para o 3º trimestre é de 13,2%, e para as empresas, 12,3%. Para o ano, 77% das instituições financeiras esperam crescimento na oferta de crédito para as empresas sobre 2006, com uma evolução média de 11,4%. No caso do crédito ao consumidor, 80% das instituições financeiras esperam crescimento da oferta de crédito sobre o ano passado, na média de 12,5%.

Modalidades de pagamento : Vendas a prazo são 67%

De modo geral, a composição das vendas à vista e a prazo hoje está na proporção de 33% para 67% respectivamente. A composição das formas de pagamento praticamente não deve se alterar no 3º trimestre e no ano.

Metodologia

Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial

O objetivo da Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial é identificar as principais tendências da economia para o trimestre, semestre e para o ano, a partir do levantamento das perspectivas dos empresários, indo além da confiança desses agentes.

A pesquisa da Serasa, que há 38 anos tem participação expressiva na evolução econômico-financeira do Brasil, começou a ser desenvolvida em 2005 e apresentou um grande grau de assertividade em suas edições experimentais. Trata-se de um levantamento estatístico com uma amostra de mais de mil empresas representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras, dos portes pequeno, médio e grande e das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

A pesquisa divulga informações quantitativas de variáveis que captam as perspectivas das empresas sobre as condições macroeconômicas do país (PIB, taxa de juros e taxa de câmbio), os indicadores de emprego e renda (taxa de desemprego e renda média da população), a inadimplência e oferta de crédito geral (grau de inadimplência da população, inadimplência no seu negócio, oferta de crédito na visão da indústria, comércio e serviço e oferta de crédito para pessoa física (PF) e pessoa Jurídica (PJ) na visão das instituições financeiras), os indicadores do negócio de cada empresa (faturamento, preço dos insumos) e as modalidades de pagamento (à vista e a prazo).

Os resultados retratam a percepção das empresas sobre o ambiente econômico e podem antecipar eventos que de fato ocorrerão na economia. Foram obtidos a partir da média ponderada das respostas de cada empresa e consideram a maior proporção das respostas possíveis (crescimento, estabilidade e queda).

Séries históricas

Para uma análise histórica da evolução dos resultados da Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial, foram criados o Indicador Serasa de Perspectiva de Faturamento, o Indicador Serasa de Perspectiva de Investimento e o Indicador Serasa de Perspectiva de Lucratividade.

Estes indicadores foram construídos utilizando-se as respostas dos entrevistados da seguinte maneira:

Valor do Indicador = 50 + 0,5 x (% de respostas no crescimento - % de respostas na queda)

Desta forma, os indicadores, por construção, variam numa escala de 0 a 100, sendo que, quanto mais próximo de 100, maior é o percentual de empresas que apostam na elevação da variável (faturamento, lucros ou investimento) em detrimento daquelas que apostam em queda. Quanto mais próximo de 0, ocorre o inverso. O valor 50, no índice, representa equilíbrio. Isto é, quando o percentual de empresas que esperam crescimento da variável é exatamente igual ao percentual das empresas que esperam queda na variável perguntada.

Esta metodologia é utilizada pelo Institute for Supply Management (ISM), dos EUA, na elaboração e divulgação do Índice Nacional dos Gerentes de Compra (Purchase Management Index - Manufacturing).

Sobre a Serasa

A Serasa é referência mundial no segmento e a maior empresa da América Latina em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios. As informações de todas as empresas legalmente constituídas no país e dos consumidores com alguma atividade econômica são insumos básicos para a atividade da Serasa, que, por meio da Tecnologia de Crédito, as transforma em conhecimento que agrega valor às soluções para negócios, crédito, análise setorial e gestão de risco.

A Serasa conta com cerca de 2400 profissionais qualificados para a captação, a manutenção, a criação, a análise, a divulgação e a multiplicação dos produtos e serviços oferecidos para todo o Brasil e o exterior, 24 horas por dia, todos os dias da semana, dentro de padrões rígidos de segurança e confidencialidade.

A Serasa subsidia com informações mais de 4 milhões de negócios/dia no país para mais de 400 mil clientes diretos ou indiretos e tem acordos com empresas congêneres no mundo inteiro, para facilitar, principalmente, as exportações brasileiras e atrair investidores para as corporações e os projetos nacionais. Está presente em todos os setores da economia para os quais estende, também, sua atuação como Autoridade Certificadora e de Registro, nas diversas modalidades de certificados digitais nos meios eletrônicos, incluindo a Internet, para dar segurança, credibilidade e validade jurídica aos negócios e às informações nesses ambientes.

Constantemente orientada para soluções inovadoras em informações para negócios, a Serasa vem, há mais de uma década, contribuindo para a transformação da cultura de crédito no Brasil, com a incorporação contínua dos mais avançados recursos de inteligência e tecnologia.

Os reconhecimentos e as certificações internacionais atribuídos à Serasa tornam-na referência em diversos parâmetros globais, o que é fruto da busca pela excelência como filosofia e de sua prática no cotidiano da empresa. Mesmo com vários concorrentes, a empresa é líder de mercado em todo território nacional. Essa conjunção de fatores possibilita à Serasa repassar a seus clientes e parceiros competência e inteligência, desenvolvidas ao longo de 38 anos e com investimentos contínuos em Tecnologias de Crédito, de Informação (TI) e de Gestão.

A Serasa foi a vencedora do Prêmio Nacional da Qualidade 2005, em sua 14ª edição, conferido pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), e tornou-se, assim, a primeira e única empresa brasileira a ter conquistado pela terceira vez esse que é o maior prêmio à excelência em gestão no Brasil, e também a única no mundo com três reconhecimentos dessa categoria a seu modelo de gestão. Com essa conquista, a Serasa reafirma sua condição, há mais de uma década, de Empresa Classe Mundial.

A excelência das práticas de gestão da Serasa vem sendo amplamente reconhecida pelo mercado. A Serasa foi também a primeira a trazer para o Brasil o reconhecimento internacional do Prêmio Ibero-americano da Qualidade 2002.

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