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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Inadimplência dos consumidores fecha 1º semestre em queda, aponta indicador da Serasa
12/07/2007

A inadimplência dos consumidores encerrou o primeiro semestre deste ano com queda de 1,6% em relação ao mesmo período de 2006, revela o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física. Na variação anual (junho de 2007 sobre junho de 2006) também houve recuo, de 2,5%.

Quando comparada a maio deste ano, a inadimplência das pessoas físicas teve uma queda ainda maior, de 8,1%, apontou o indicador da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios.

As dívidas com os bancos foram, novamente, as líderes do ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores. De janeiro a junho deste ano, as dívidas com as instituições financeiras tiveram uma participação de 37,9% na inadimplência das pessoas físicas, enquanto no mesmo período do ano passado, o peso desses registros foi de 31,8%.

Em segundo lugar estão as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que no primeiro semestre de 2007 corresponderam a 31,1% da inadimplência dos consumidores. O índice foi inferior ao registrado nos seis primeiros meses do ano passado, quando as dívidas com cartões e financeiras representaram 32,3% do indicador.

Os cheques sem fundos ocuparam o terceiro lugar no ranking de representatividade da inadimplência das pessoas físicas, com um percentual de 28,4%. A participação dos cheques sem fundos no indicador, em 2007, foi menor que no ano passado, quando os registros tiveram um peso de 33,0%. Por fim os protestos, que têm menor peso na inadimplência das pessoas físicas, apresentaram nos seis primeiros meses deste ano uma participação de 2,7%. De janeiro a junho de 2006, o peso dos protestos foi de 2,9%.

Condições favoráveis da oferta de crédito contribuem para queda da inadimplência

Para os assessores da Serasa, a queda da inadimplência das pessoas físicas no primeiro semestre de 2007 é decorrente do crescimento da massa real de rendimentos na economia (aumento do nível de emprego, sobretudo o de carteira assinada, acompanhado dos reajustes salariais, acima da inflação, obtidos pela ampla maioria das categorias profissionais).

Adicionalmente, as condições mais favoráveis deste ano em termos da oferta de crédito, com taxas mais baratas e prazos mais longos, têm estimulado as pessoas a trocarem dívidas mais caras e mais curtas por comprometimentos de prazos mais longos e menos onerosos, contribuindo para um melhor equilíbrio das finanças pessoais e produzindo efeitos positivos sobre a redução da inadimplência.

Entretanto, a inadimplência das pessoas físicas ainda se encontra em patamar elevado, posto que no primeiro semestre de 2006, em relação a 2005, houve crescimento de 15,3% desta inadimplência e o recuo no primeiro semestre de 2007 foi de apenas 1,6%. Na relação mensal, junho de 2007 com maio, a queda verificada decorre do menor número de dias úteis no sexto mês do ano, o que, consequentemente, representa uma quantidade inferior de registros de inadimplência.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e, portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica.

Valor médio das dívidas com cartões e financeiras cresceu 16,2%

No primeiro semestre de 2007, as dívidas com os bancos registraram valor médio de R$ 1.271,27 e as dívidas com cartões e financeiras, no mesmo período, ficaram em R$ 357,39. O valor médio das anotações de cheques sem fundos das pessoas físicas foi de R$ 607,35 de janeiro a junho de 2007. Quanto aos títulos protestados, o valor médio dos registros no acumulado dos seis primeiros meses deste ano ficou em R$ 841,22.

Em relação ao primeiro semestre de 2006, houve um aumento de 14,5% no valor médio das anotações das dívidas com os bancos e de 16,2% no valor médio das dívidas com os cartões de crédito e financeiras. O valor médio dos registros de cheques sem fundos de janeiro a junho de 2007 cresceu 5,7% em relação a 2006, e houve uma alta de 7,9% no valor médio das anotações de protestos.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras.

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