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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Inadimplência das empresas aumenta em novembro, revela indicador da Serasa
20/12/2006

A inadimplência das empresas aumentou 6,5% no acumulado de janeiro a novembro deste ano, em relação aos onze meses do ano passado, apontou o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica. Em novembro de 2006, também houve alta na inadimplência das pessoas jurídicas, na comparação com outubro deste ano. O aumento, de 3,6%, foi maior que o verificado na relação outubro/setembro de 2006, quando o indicador teve um acréscimo de apenas 1,8%.

Quando comparada a novembro de 2005, no entanto, a inadimplência das empresas recuou 7,4%.

Representatividade

De acordo com o indicador, em novembro de 2006, os cheques sem fundos ultrapassaram os títulos protestados na representatividade da inadimplência das empresas, com um peso de 39,5%. Em novembro do ano passado, o peso dos cheques sem fundos na inadimplência das pessoas jurídicas foi de 39,1%.

O segundo índice na representatividade do indicador foi o de títulos protestados, que em novembro deste ano teve um peso de 39,2% na inadimplência das empresas. Em novembro de 2005, a participação dos protestos havia sido de 40,7%.

As dívidas com os bancos registraram o menor peso na inadimplência das pessoas jurídicas, 21,3% em novembro de 2006, superior à participação de novembro de 2005, que foi de 20,2%.

De janeiro a novembro de 2006, o valor médio das anotações de títulos protestados das pessoas jurídicas atingiu R$ 1.395,47. Já o de cheques sem fundos, R$ 1.225,74 e o valor médio das dívidas registradas com os bancos foi de R$ 3.697,24.

O valor médio das dívidas com cheques sem fundos nos primeiros onze meses de 2006 permaneceu praticamente estável com relação ao mesmo período do ano passado. A queda foi de apenas 0,7%. Já o valor das dívidas com os bancos aumentou 16,3%. O valor médio dos títulos protestados também registrou estabilidade no acumulado de janeiro a novembro de 2006, frente ao mesmo período de 2005. A queda ficou em 0,4%.

Argumentação

Segundo os técnicos da Serasa, os fatores que influenciaram no aumento da inadimplência das empresas em novembro foram a permanência da taxa de juros real em um patamar elevado, a menor rentabilidade das empresas exportadoras - devido à valorização cambial e a concorrência com os importados - e a elevação da inadimplência dos consumidores.

A concessão de crédito sem metodologia adequada também contribuiu para a maior inadimplência nos negócios. Cabe lembrar que o crédito para as empresas, com recursos livres, cresceu no acumulado do ano, até outubro, 15,3%, num ritmo muito maior ao da evolução da inadimplência. Assim, ainda há uma relação muito positiva para o crédito.

Os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a prática do cadastro positivo sobre o crédito. Essa nova metodologia possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e, portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para pessoa física quanto para jurídica.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com instituições financeiras.

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