Busca
EspañolEnglishHomeMapa
.
.
Notícias


Últimas Notícias
Arquivo de Notícias
---2007
---2006
---2005
---2004
---2003
---2002
---2001
---2000
---1999
Voltar


Fale Conosco
(0xx11) 33 Serasa

Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial
Perspectiva de menor faturamento e maior inadimplência reduz o otimismo do empresário brasileiro
10/07/2006

A Serasa ouviu 972 empresas representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras, dos portes pequeno, médio e grande e das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Caiu o otimismo do empresariado brasileiro em relação aos próprios negócios. Mais da metade, 54%, esperam crescimento do faturamento, já em março esse número era de 65%. É o que aponta a pesquisa inédita de perspectiva empresarial feita pela Serasa entre 05 e 16 de junho, com executivos de todo o país (presidentes, diretores e economistas chefes). O objetivo é identificar as principais tendências da economia a partir do levantamento das perspectivas dos empresários, indo além da confiança desses agentes.

Segundos os técnicos da Serasa, a queda do otimismo em relação à última pesquisa, realizada em março, é principalmente reflexo de crises setoriais (agronegócio, empresas exportadoras, entre outras), que contaminam parcialmente a economia como um todo. Nos aspectos do próprio negócio, os empresários se mostram mais cautelosos em fechar sua posição para 2006 e ainda apontam o crédito como o grande alavancador da atividade no ano, mesmo com a inadimplência em alta.

A pesquisa da Serasa começou a ser desenvolvida em 2005 e apresentou um alto grau de assertividade. O levantamento estatístico, que é trimestral, conta com uma amostra de 972 empresas representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras, dos portes pequeno, médio e grande e das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

A pesquisa divulga informações quantitativas sobre variáveis que captam as perspectivas das empresas sobre as condições macroeconômicas do país (PIB, taxa de juros e taxa de câmbio), os indicadores de emprego e renda (taxa de desemprego e renda média da população), a inadimplência e oferta de crédito geral (grau de inadimplência da população, endividamento da população, inadimplência no seu negócio, oferta de crédito na visão da indústria, comércio e serviço e oferta de crédito para pessoa física (PF) e pessoa Jurídica (PJ) na visão das instituições financeiras), os indicadores do negócio de cada empresa (faturamento, investimento, preço dos insumos / mercadorias) e as modalidades de pagamento (à vista e a prazo).

Os resultados retratam a percepção das empresas sobre o ambiente econômico e podem antecipar eventos que de fato ocorrerão na economia.

Veja os resultados nos 5 blocos da pesquisa:

1º Bloco: Indicadores macroeconômicos

Para a maior parte das empresas (57%), o PIB deverá crescer em 2006 e ainda mais em 2007, com parcela maior nesta condição (64%). Os mais otimistas estão entre os segmentos de médio e grande portes, com destaque para as instituições financeiras. A análise por região aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste são as menos otimistas para o próximo ano.

A expectativa para a taxa de câmbio do dólar é de recuperação da correção cambial (desvalorização do real) em 2006.

A percepção de queda na taxa de juros é compartilhada por todos os segmentos, sobretudo pelas instituições financeiras e empresas do grande porte. A expectativa é que isso ocorra mais fortemente no terceiro trimestre do ano.

2º Bloco: Indicadores de emprego e renda

Observa-se que as opiniões ficam divididas entre expectativa de crescimento e queda da taxa de desemprego no ano, com o mesmo índice de 36% dos entrevistados, em cada perspectiva.

A indústria e o setor de serviços se igualam ao reunirem o mesmo percentual de otimistas e pessimistas em relação a taxa de desemprego, 38% e 37% respectivamente. Os menos otimistas são os empresários da região Sul (44%).

A maior parte dos segmentos analisados, estão fortemente alinhados com a estabilidade da renda do brasileiro, tanto para o 3º trimestre (45%) quanto para o ano (43%).

3º Bloco: Inadimplência e oferta de crédito

Em junho, a expectativa de aumento da inadimplência da população subiu. A maioria dos empresários, 60%, espera crescimento da inadimplência do brasileiro no ano. Na pesquisa anterior, de março, essa percepção era a de 53% dos entrevistados. A percepção é mais acentuada na grande empresa, nas regiões Centro-oeste e Nordeste, com 68%, 68% e 65% respectivamente. Sobre endividamento da população, a maioria, 74%, aposta em aumento. A percepção é maior no Centro-oeste (81%), Sul (77%) e entre as grandes empresas (77%).

Porém, quando perguntados sobre a inadimplência no seu próprio negócio a maioria, 66%, acredita em estabilidade. O percentual de empresários que espera queda da inadimplência caiu, de 27% em março, para 16% em julho. A elevação média de inadimplência esperada é de 10,8% em relação ao ano anterior.

Apostam mais na estabilidade da inadimplência este ano, o setor de serviços e a região Sudeste (cada um com 73%). Os menos otimistas para o próximo trimestre estão na região Sul.

Para 65% dos setores indústria, comércio e serviços, o crédito geral deve crescer este ano. A região Sul é a menos otimista. A maioria dos entrevistados das instituições financeiras, 63%, aposta em crescimento da oferta de crédito para pessoa física, e, 48% para a pessoa jurídica, em 2006. O aumento médio do crédito para consumidor esperado para este ano é de 15,9%, e para as empresas, 10%.

4º Bloco: Indicadores do negócio

A expectativa de crescimento no faturamento da empresa apresentou queda. Em junho, 54% dos entrevistados esperavam alta no fechamento do ano, enquanto que em março eram 65%. O crescimento médio esperado para o faturamento em 2006 é de 16,1% sobre o ano anterior. Os que aguardam com maior otimismo esta perspectiva são as empresas de médio porte, 62%, e a região Nordeste (65%). A região Centro-Oeste é a menos otimista, 24% apostam em queda este ano. O recuo médio deve ser 21% nessa região em relação ao ano passado.

Faturamento da Indústria (na visão do comércio, serviços e instituição financeira)

Pouco mais da metade (53%) das empresas de outros setores, ao opinar sobre a expectativa de faturamento do segmento da indústria, também demonstra otimismo e aposta em crescimento. Esta percepção é mais acentuada nas empresas de médio porte e do Nordeste.

Faturamento do Comércio (na visão da indústria, serviços e instituição financeira)

A perspectiva para o comércio, vista pelos demais setores, também é de crescimento em 2006, para 64% das empresas. As empresas do Nordeste (76%) são as mais otimistas e acham que 2006 será um ano favorável para o comércio. A região Sul é a menos otimista para 2006 (51%).

Faturamento de Serviços (na visão da indústria, comércio e instituição financeira)

A previsão também é de otimismo, para 54%, com destaque para as instituições financeiras, que apostam mais fortemente em fechamento do ano em alta (66%).

Investimento em sua empresa

De modo geral, a expectativa é de que os investimentos mantenham-se estáveis.

O destaque fica com as instituições financeiras, 51%, que devem aumentar os investimentos ao longo do ano, na média de 15,2% sobre 2005.

As empresas das regiões Sul e Nordeste, ambas 61%, também apontam crescimento para o final do ano. Na análise por porte, quase a metade (48%) das médias e grandes empresas são as que possuem maior intenção de investimento este ano.

5º Bloco: Modalidades de pagamento

De modo geral, a composição das vendas à vista e a prazo hoje está na proporção de 28% para 72% respectivamente.

No setor indústria, a composição das formas de pagamento varia significativamente e trabalha com a proporção de 17% e 83%. A composição das formas de pagamento não deve se alterar no trimestre e no fechamento do ano, variando em torno de 1 ponto percentual.

.