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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Cheques sem fundos registram a segunda maior marca histórica em novembro, aponta levantamento da Serasa
29/12/2005

O volume de cheques sem fundos a cada mil compensados alcançou, em novembro de 2005, a segunda maior marca do indicador desde 1991, ano em que foi criado o índice. Segundo o levantamento realizado pela Serasa, em novembro deste ano, houve 20,6 devoluções de cheques por insuficiência de fundos a cada mil compensados. O índice perde apenas para o recorde registrado em março deste ano, de 20,8 cheques por mil.

Em novembro de 2005, houve um aumento de 4,6% no volume de cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados, em relação a outubro deste ano. No décimo mês de 2005, foram devolvidos 19,7 cheques por mil compensados.

Em todo o país, foram compensados, em novembro de 2005, 157,4 milhões de cheques, dos quais, 3,2 milhões, devolvidos por falta de fundos. Em outubro deste ano, o total de cheques compensados em todo o país foi de 157,8 milhões e o de devolvidos, 3,1 milhões.

Os dados da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, apontam uma alta de 26,4% no volume de cheques sem fundos a cada mil compensados, na relação novembro de 2005 com novembro de 2004. No décimo primeiro mês de 2004, foram compensados 179,7 milhões de cheques, em todo o país, e devolvidos, 2,9 milhões, o que representou 16,3 cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados.

Os dados ainda mostram aumento no indicador de cheques devolvidos, como proporção dos compensados, no acumulado dos onze meses de 2005. O volume de cheques sem fundos por mil, verificado de janeiro a novembro de 2005, foi 18,2% maior que o registrado no mesmo período de 2004. Nos onze meses deste ano, foram devolvidos 18,8 cheques por mil compensados, enquanto no acumulado de 2004, houve 15,9 devoluções. Foram compensados 1,8 bilhão de cheques, dos quais 33,4 milhões voltaram por falta de fundos, de janeiro a novembro de 2005. No mesmo período do ano anterior, o número de cheques compensados totalizou 1,9 bilhão, contra 30,4 milhões de cheques devolvidos.

Os técnicos da Serasa afirmam que o resultado do indicador de cheques sem fundos, de novembro de 2005, interrompe uma série de oito anos sucessivos de queda na relação com outubro. Em novembro de 1996, o indicador registrou uma elevação de 7,1% quando comparado com outubro do mesmo ano. Desde então, nos anos seguintes, ocorrera variação negativa no indicador.

Segundos os técnicos, colaboraram para o resultado o maior endividamento da população, por conta da expansão do crédito e das elevadas taxas de juros. Ademais, também contribuiu para o resultado do indicador a aceitação de cheques pré-datados sem o uso de metodologia apropriada para a análise de crédito e o gerenciamento do risco de inadimplência.

Para reduzir o risco das operações creditícias e contribuir para uma queda nos indicadores de inadimplência, é necessário que as empresas adotem práticas adequadas na concessão de crédito. Entre as principais práticas, podem ser destacadas a definição de políticas de crédito, compatíveis com a conjuntura e o segmento de atuação da empresa, e a monitoração contínua do risco da carteira de clientes.

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