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(0xx11) 33 Serasa

Estudos Econômicos
Semestre favorável amplia vendas do Comércio
24/10/2005

Evolução de Vendas

Grandes Empresas

Pequenas e Médias Empresas
Comércio Total 7,2% 6,0%

Veículos

22,3% 16,9%

Combustíveis

13,2% 10,3%
Alimentos 13,2% 10,3%

Estudo da Serasa, com base nos balanços de junho/2005 com cerca de 1.300 empresas de capital aberto e fechado, mostrou que a conjuntura econômica favoreceu o comércio no 1° semestre do ano.

O faturamento das grandes empresas do comércio apresentou crescimento de 7,2% no primeiro semestre de 2005, já descontada a inflação, em comparação com igual período de 2004, que havia crescido 3,5% quando comparado ao ano de 2003. O faturamento das pequenas e médias empresas também tiveram crescimento, 6% em 2005, contra 3,5% em 2004.

O desempenho do comércio foi impulsionado pela venda de bens duráveis, com destaque para o comércio de veículos, cujas vendas das grandes empresas cresceram 22,3% no período, enquanto nas pequenas e médias o crescimento foi de 16,9%.

Em 2005, o comércio de veículos foi beneficiado pela ampliação da motorização bicombustível, que representou 62% das vendas de veículos em agosto segundo dados da ANFAVEA, pelos lançamentos de novos modelos e pela reestilização de algumas linhas. Também favoreceram, as menores taxas de juros cobradas em financiamento deste tipo de bem, que são menores que as cobradas em outras modalidades de financiamento. A estabilidade econômica, a elevação do nível de emprego e a ampliação da massa salarial contribuíram para o aumento da confiança dos consumidores e a consequente melhoria das vendas.

Outro destaque do comércio foi o desempenho do segmento de combustíveis. As vendas das grandes empresas desse segmento cresceram 13,2%, em razão da maior margem de repasse da alta do petróleo, da oferta de um maior mix de produtos e, ainda, pelo maior consumo de álcool hidratado. Nas pequenas e médias empresas o crescimento foi de 10,3%, visto que tiveram menor margem de repasse da alta do petróleo.

Como contraponto ao bom resultado dos outros segmentos, o de alimentos apresentou queda de 0,6% nas vendas das grandes empresas e 6,4% nas pequenas e médias empresas. Tal comportamento é conseqüência da forte deflação de preços no 1 º semestre do ano apresentada por alimentos com grandes volumes comercializados como arroz, soja, leite e carne, entre outros. As grandes redes de supermercados tiveram um impacto menor devido às promoções que alavancaram as vendas de outros produtos, ligados a eletrodomésticos e eletroeletrônicos, o que não ocorreu no pequeno varejo.

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