De janeiro a novembro de 2004, foram decretadas 3.949 falências, em todo o
país, contra 5.157 no mesmo período do ano passado, queda de 23,4%, revela
levantamento nacional da Serasa. Segundo o estudo, as falências requeridas
também apresentaram diminuição de 34,5%, passando de 17.864 requerimentos nos
onze meses de 2003 para 11.697 falências requeridas em igual período de
2004.
O mesmo comportamento foi apresentado pelas concordatas. No acumulado dos
onze meses de 2004, o volume de concordatas requeridas atingiu 480, indicando
queda de 21,2%, em relação a igual período do ano anterior que totalizou
609.
No caso das concordatas deferidas, o levantamento da Serasa, maior empresa
do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para
apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, mostra
que foram registradas 384 no acumulado do ano, ante 455 em igual período de
2003, apresentando diminuição de 15,6%.
No mês de novembro
Em novembro de 2004, verificou-se um comportamento diferenciado do número de
falências decretadas em relação aos demais indicadores, uma vez que houve
crescimento de 10,4% no volume de falências decretadas, com 455 registros,
contra 412 em igual mês de 2003.
No entanto, a queda permaneceu no volume de requerimentos de falências. Em
novembro deste ano o índice apresentou decréscimo de 36,8% em relação ao mesmo
mês do ano passado. Foram requeridas no décimo primeiro mês de 2004, em todo o
país, 928 falências, contra 1.468, no mesmo mês de 2003.
O estudo da Serasa também mostra que o volume de concordatas requeridas em
novembro – 42 eventos no mês - diminuiu 31,1%, em relação ao mesmo mês de 2003,
que teve 61 concordatas requeridas. As concordatas deferidas totalizaram 30 em
novembro de 2004, ante 49 concordatas no décimo primeiro mês de 2003, indicando
queda de 38,8%.
Segundo Marcos Abreu, gerente setorial da Serasa, a diminuição do número de
falências e concordatas registradas em todo o país está vinculada ao
crescimento da economia brasileira em 2004, o que tem contribuído para a
expansão das vendas das empresas.
"Os fatores que favoreceram esse cenário no mercado interno foram a
recuperação da demanda estimulada pelo maior número de pessoas empregadas e
pela melhora nas condições de crédito ao consumidor; e a maior realização de
investimentos produtivos pelas empresas. No mercado externo, destaca-se o
crescimento das exportações, que permitiram as empresas ampliarem suas
participações no comércio internacional", analisa o técnico da Serasa.