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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Volume de cheques sem fundos tem queda em novembro e alta no acumulado, revela pesquisa da Serasa
28/12/2004

Levantamento da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, revela que o índice de cheques devolvidos por falta de fundos (a cada mil compensados), em novembro de 2004, diminuiu 4,1% em relação ao mês anterior (outubro).

De acordo com a pesquisa, em novembro de 2004 foram compensados, em todo o país, 179,6 milhões de cheques, dos quais, 2,9 milhões, devolvidos por falta de fundos, o que corresponde a 16,3 cheques devolvidos a cada mil. Em outubro de 2004 foram compensados, em todo o país, 167,6 milhões de cheques, dos quais, 2,8 milhões, devolvidos por falta de fundos, o que corresponde a 17,0 cheques devolvidos a cada mil. O número de cheques devolvidos em novembro, em relação a outubro foi 3,6% maior.

Já em relação a novembro do ano passado, o índice de cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados apresentou elevação de 5,8%. No décimo primeiro mês de 2003, foram registrados 15,4 cheques sem fundos a cada mil compensados.

Segundo o estudo da Serasa de janeiro a novembro/2004 foram compensados 1,920 bilhão de cheques, dos quais 30,4 milhões voltaram sem fundos. Em igual período do ano anterior o número de cheques compensados foi de 2,036 bilhões, contra 31,9 milhões de cheques devolvidos. No acumulado do ano até novembro, o índice de cheques por insuficiência de fundos a cada mil compensados situou-se em 15,9, contra o índice de 15,7 no mesmo período de 2003, apresentando aumento de 1,2%.

De acordo com os técnicos da Serasa, o recuo sazonal no índice de cheques devolvidos no mês de novembro deve-se ao recebimento da primeira parcela do décimo terceiro salário, que permitiu as pessoas quitarem seus compromissos.

No acumulado do ano, o índice de cheques devolvidos a cada mil compensados continuou acima do resultado de 2003. Apesar do crescimento econômico ter proporcionado uma elevação do número de pessoas empregadas, esse fato não se refletiu no poder aquisitivo da população, que teve seu orçamento doméstico comprimido por causa dos reajustes das tarifas públicas e da elevação das taxas de juros ao consumidor.

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