Levantamento da Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e
referência mundial no segmento, revela que o índice de cheques devolvidos por
falta de fundos (a cada mil compensados), em novembro de 2004, diminuiu 4,1% em
relação ao mês anterior (outubro).
De acordo com a pesquisa, em novembro de 2004 foram compensados, em todo o
país, 179,6 milhões de cheques, dos quais, 2,9 milhões, devolvidos por falta de
fundos, o que corresponde a 16,3 cheques devolvidos a cada mil. Em outubro de
2004 foram compensados, em todo o país, 167,6 milhões de cheques, dos quais,
2,8 milhões, devolvidos por falta de fundos, o que corresponde a 17,0 cheques
devolvidos a cada mil. O número de cheques devolvidos em novembro, em relação a
outubro foi 3,6% maior.
Já em relação a novembro do ano passado, o índice de cheques devolvidos por
falta de fundos a cada mil compensados apresentou elevação de 5,8%. No décimo
primeiro mês de 2003, foram registrados 15,4 cheques sem fundos a cada mil
compensados.
Segundo o estudo da Serasa de janeiro a novembro/2004 foram compensados
1,920 bilhão de cheques, dos quais 30,4 milhões voltaram sem fundos. Em igual
período do ano anterior o número de cheques compensados foi de 2,036 bilhões,
contra 31,9 milhões de cheques devolvidos. No acumulado do ano até novembro, o
índice de cheques por insuficiência de fundos a cada mil compensados situou-se
em 15,9, contra o índice de 15,7 no mesmo período de 2003, apresentando aumento
de 1,2%.
De acordo com os técnicos da Serasa, o recuo sazonal no índice de cheques
devolvidos no mês de novembro deve-se ao recebimento da primeira parcela do
décimo terceiro salário, que permitiu as pessoas quitarem seus
compromissos.
No acumulado do ano, o índice de cheques devolvidos a cada mil compensados
continuou acima do resultado de 2003. Apesar do crescimento econômico ter
proporcionado uma elevação do número de pessoas empregadas, esse fato não se
refletiu no poder aquisitivo da população, que teve seu orçamento doméstico
comprimido por causa dos reajustes das tarifas públicas e da elevação das taxas
de juros ao consumidor.