A pesquisa levantou também a inadimplência de empresas e a total. Houve
queda nas três modalidades. O Indicador Serasa de Inadimplência - mais completo
índice do país baseado em modelo estatístico de múltiplas variáveis, que
contempla todas as modalidades de inadimplência da economia brasileira
(registros de cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com
instituições financeira, empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras)
- apontou queda da inadimplência de pessoa física. Em janeiro e fevereiro de
2004, a inadimplência de pessoa física caiu 3% na comparação com o mesmo
bimestre de 2003, quando a inadimplência de consumidores apresentou alta de 10%
ante 2002.
De acordo com o índice da Serasa, os cheques sem fundos mantiveram a
representatividade na inadimplência de pessoa física em comparação com 2003. Em
fevereiro deste ano, os cheques devolvidos representaram 36% do total do
indicador de PF. O percentual é o mesmo registrado em fevereiro de 2003 e menor
do que o levantado no mesmo mês de 2002, 37%.
O segundo índice na representatividade é o registro de inadimplência de
cartões de crédito e financeiras, que apresentou em fevereiro de 2004
participação de 33%, a mesma registrada em 2003. Em 2002, esse percentual foi
35%.
O índice registros no sistema financeiro (bancos) mantém em fevereiro deste
ano a terceira maior participação no indicador, com 29%. A mesma levantada no
segundo mês de 2003. Em 2002, o índice marcou 26%. Com a menor
representatividade, mantêm-se os títulos protestados, 2% em 2004, mesma
variação apresentada em 2003 e 2002.
Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem
fundos (PF) em fevereiro de 2004 foi de R$ 415; de títulos protestados foi de
R$ 607; de registros no sistema financeiro foi de R$ 931; e de registros outros
segmentos (cartões de crédito e financeiras) foi de R$ 225.
Inadimplência de empresas
O Indicador Serasa de Inadimplência de pessoa jurídica também apresentou
queda, 11,6% no primeiro bimestre de 2004, comparado com o mesmo período de
2003, que registrou um crescimento de 1,6% em relação aos dois primeiros meses
de 2002.
De acordo com o índice da Serasa, a maior representatividade na
inadimplência de PJ é de títulos protestados, 46% em 2004. O percentual teve
recuo em relação a fevereiro de 2003, que marcou 49%, e 2002, 47%.
O segundo índice na representatividade é o de cheques sem fundos, que
apresentou alta. Em fevereiro de 2004, os cheques devolvidos representaram 38%
do total do indicador de PJ. O percentual foi maior do que o apontado em 2003,
36%, e igual ao de 2002, 38%.
O índice que se refere a registros no sistema financeiro (bancos) mantém em
fevereiro de 2004 a terceira maior participação no indicador de PJ, com 16%,
percentual maior do que o de 2003 e 2002, ambos 15%.
Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem
fundos (PJ) em fevereiro de 2004 foi de R$ 1.153; de títulos protestados foi de
R$ 1.258; de registros no sistema financeiro foi de R$ 2.666.
Inadimplência total (empresas + consumidores)
A inadimplência total (pessoa física e jurídica) apresentou queda de 3,9% no
primeiro bimestre de 2004, na comparação com o mesmo período de 2003, que
apresentou elevação de 9% em relação ao mesmo bimestre de 2002.
De acordo com o índice da Serasa, os cheques sem fundos mantiveram a
representatividade na inadimplência total (PF+ PJ) em relação aos anos
anteriores. Em fevereiro de 2004, os cheques devolvidos representaram 36% do
total do indicador, mesmo índice de 2003. Em 2002, a participação de cheques
sem fundos no Indicador Serasa de Inadimplência foi de 37%.
O segundo índice na representatividade é o registro de inadimplência de
cartões de crédito e financeiras, que manteve em fevereiro de 2004 participação
de 31%; a mesma registrada em 2003 e 2002.
O índice registros no sistema financeiro (bancos) mantém em fevereiro de
2004 a terceira maior participação no indicador, 26%, o mesmo percentual de
2003. Em 2002, o índice foi de 25%. Com a menor representatividade, mantêm-se
os títulos protestados, 7% em 2004, 2003 e 2002.
Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem
fundos (PF+PJ) em fevereiro de 2004 foi de R$ 787; de títulos protestados foi
de R$ 852; de registros no sistema financeiro foi de R$ 1.798; e de registros
outros segmentos (cartões de crédito e financeiras) foi de R$ 319.
Avaliação da Inadimplência
Segundos os técnicos da Serasa, apesar da inadimplência, nas modalidades
total (Pessoa Física e Jurídica) e Pessoa Física, ter apresentado queda no
ritmo de crescimento, na comparação janeiro e fevereiro 2004/2003 em relação ao
verificado no mesmo período 2003/2002, registra-se no acumulado de 2003
variação positiva sobre uma base elevada (2003/2002).
Para o consumidor, o desemprego, a queda da renda, os juros elevados, o
aumento das tarifas públicas, a não correção da tabela de Imposto de Renda e a
criação de novos impostos e taxas formam um conjunto de fatos determinantes
para a menor renda disponível, o que dificulta o pagamento de compromissos
assumidos anteriormente.
Para as empresas, a inadimplência teve queda superior à verificada nas
pessoas físicas. As empresas estão optando por não manter estoques e outras
formas que impliquem em custos maiores e que possam não ser cobertos pela baixa
atividade econômica verificada no primeiro bimestre do ano.
Prezado jornalista
Desde junho de 2002, a razão social da Serasa deixou de ser Centralização
dos Serviços dos Bancos S/A e passou a ser Serasa S/A