Segundo o estudo nacional da empresa, de cada 100 novos incluídos, 73
deixaram a base de dados de registro de não pagamento.
Um levantamento nacional da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e
referência mundial no segmento, revela que, de janeiro a outubro de 2003, houve
um crescimento recorde do número de regularizações de pendências de pessoas
físicas e jurídicas, ante o mesmo período de 2002.
Os registros de pendências financeiras resolvidos de janeiro a outubro do
ano é 73% do número de novas pendências incluídas no mesmo período. Isto é, de
cada 100 novos incluídos, 73 deixaram a base de dados de registro de não
pagamento. Nos dez primeiros meses de 2002, esse percentual foi 50,82%. Em anos
anteriores, oscilava entre 30% e 40%. O pico de baixas em 2003 ocorreu em
agosto, quando 94,8% dos inadimplentes regularizaram suas pendências.
Segundo o levantamento inédito da Serasa, de janeiro a outubro, 22,3 milhões
de pessoas entraram na base de dados. Nesse período, 16,2 milhões baixaram o
nome da lista de inadimplentes, registrando a maior regularização de pendências
já registrada num período de 10 meses. A Serasa tem hoje cerca de 20 milhões de
pessoas físicas e jurídicas com anotações de não pagamento (como por exemplo
cheques sem fundos e títulos protestados, entre outros) em seu banco de dados.
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o tempo máximo de permanência
de uma anotação em banco de dados é de 5 anos.
A pesquisa revela ainda que em outubro de 2003 a maioria das anotações no
cadastro de inadimplência é de cheques sem fundos. Segundo estudo do Indicador
Serasa de Inadimplência, cerca de 37% das anotações se referem a cheques sem
fundos, 34% a cartões de crédito e financeiras, 27% a dívidas no sistema
financeiro (bancos) e 2% referem-se a títulos protestados. O registro dessas
informações de inadimplência segue um processo formal, nos termos do Código de
Defesa do Consumidor, baseado em um contrato específico. Antes de incluir o
nome de uma pessoa no cadastro de inadimplentes, a Serasa envia comunicação
prévia, conforme determinação do Código de Defesa do Consumidor.
Segundo a Serasa, em 2003, apesar do crescimento da inadimplência, que vem
apresentando ritmo menor, o consumidor priorizou o pagamento e a renegociação
de suas dívidas junto aos credores. Essa atitude do consumidor foi coerente com
a baixa atividade econômica, com o alto desemprego e com a queda da renda, que
inclusive caracterizou o reduzido consumo nas datas festivas do comércio – Dia
das Mães, dos Namorados, dos Pais e das Crianças - e favoreceu o registro de
recorde de pessoas que conseguiram regularizar suas pendências entre janeiro e
outubro deste ano. Com isso, o consumidor chega ao Natal menos inadimplente e
mais receptivo às promoções e facilidades de crédito empreendidas pelo
varejo.