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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Cheques sem fundos têm alta nas cinco regiões do país, revela estudo regional da Serasa
03/12/2003

O Indicador Regional de Cheques sem fundos da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, revela que o volume de cheques devolvidos por falta de fundos (a cada mil compensados), aumentou nas cinco regiões do país, na comparação anual (outubro 2003/2) e no acumulado dos dez primeiros meses do ano.

O Sudeste registrou a menor quantidade de cheques sem fundos das cinco regiões, em outubro de 2003. No décimo mês de 2003, a região registrou 14,1 cheques sem fundos a cada mil compensados, com aumento de 21,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, que apresentou 11,6 cheques devolvidos por mil compensados. De janeiro a outubro de 2003, foram devolvidos 13,8 cheques a cada mil compensados, contra 12,3 cheques no mesmo período de 2002, o que representa uma alta de 12,2% no período.

De acordo com a pesquisa, o Sul registrou, no décimo mês de 2003, a segunda menor quantidade de cheques devolvidos a cada mil compensados das cinco regiões. Em outubro de 2003, foram registrados 14,5 cheques devolvidos por falta de fundos para cada mil compensados, com aumento de 22,8% em relação ao mesmo mês de 2002, que apresentou 11,8 cheques devolvidos por mil. Nos dez primeiros meses de 2003, o volume de cheques sem fundos permaneceu estável em relação ao mesmo período de 2002. Foram devolvidos 13,8 cheques sem fundos para cada mil compensados, de janeiro a outubro de 2003, contra 13,7 cheques devolvidos no acumulado de 2002.

Segundo levantamento da Serasa, a região Centro-Oeste apresentou 18,6 cheques sem fundos a cada mil compensados em outubro de 2003, contra 13,9 cheques devolvidos no mesmo mês de 2002, o que representou uma alta de 33,8%. Nos dez primeiros meses de 2003, a região contabilizou 16,5 cheques sem fundos a cada mil compensados. A alta foi de 16,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, que registrou 14,2 cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados.

O Nordeste, segundo o levantamento da Serasa, registrou 24,0 cheques sem fundos por mil compensados no décimo mês de 2003, contra 19,1 cheques devolvidos no mesmo mês de 2002. A alta foi de 25,6%. De janeiro a outubro de 2003, foram registrados 22,0 cheques sem fundos a cada mil compensados, com acréscimo de 17,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram devolvidos 18,7 cheques a cada mil compensados.

De acordo com a pesquisa da Serasa, o Norte apresentou a maior quantidade de cheques devolvidos por mil compensados em outubro e no acumulado do ano de 2003, entre todas as regiões. No décimo mês de 2003, foram devolvidos 33,6 cheques sem fundos por mil compensados, o que representou uma alta de 42,9% em relação ao mesmo mês de 2002, quando foram registrados 23,5 cheques sem fundos por mil. A região Norte registrou 27,8 cheques devolvidos por mil compensados de janeiro a outubro de 2003, contra 24,8 cheques sem fundos no mesmo período do ano passado. A alta foi de 12%.

Como segundo maior meio de pagamento da economia em participação no total das transações, após o papel-moeda, e principal forma de financiamento na modalidade pré-datado, os cheques apresentaram, no décimo mês de 2003, uma inadimplência maior por conta da sazonalidade no período e por outubro ter o maior número de dias úteis dos últimos dois meses.

As regiões (Norte e Nordeste) que registraram maior número de cheques devolvidos por falta de fundos são aquelas que menos utilizam metodologias adequadas de crédito na aceitação de cheques pré-datados e que devem ter atenção redobrada nas vendas de final de ano com este instrumento de venda a prazo.

A perspectiva é de que os indicadores de cheques devolvidos por falta de fundos caiam de forma generalizada, em todas as regiões, nos meses de novembro e dezembro.

A Serasa entende que a utilização intensiva de ferramentas avançadas para a decisão de crédito, a exemplo dos Scorings, ampliam os graus de segurança dos negócios.

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