Levantamento da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises
econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e referência mundial no
segmento, revela que o volume de falências decretadas teve alta de 10,6% nos
dez primeiros meses de 2003, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Foram decretadas 4,7 mil falências no período.
A pesquisa da Serasa mostra ainda que o volume de falências requeridas de
janeiro a outubro de 2003 diminuiu 2,1% em relação ao mesmo período do ano
passado. Nos dez primeiros meses de 2003, foram requeridas 16,1 mil falências
em todo o país.
No acumulado do ano de 2003, o volume de concordatas requeridas (546)
apresentou acréscimo de 6,8%, na comparação com janeiro a outubro de 2002. O
volume de concordatas deferidas aumentou 1,5% na comparação dos dez primeiros
meses deste ano com 2002. Foram deferidas 406 concordatas no período.
Segundo o estudo da Serasa, o volume de falências decretadas em outubro de
2003 apresentou alta de 10,5%, em relação ao mesmo mês de 2002. Foram
registradas 527 falências decretadas no décimo mês deste ano. Já o volume de
falências requeridas (1,7 mil) diminuiu 14,5% na comparação outubro 2003/2.
O total de concordatas requeridas também caiu. Em outubro de 2003, foram
requeridas 67 concordatas, com decréscimo de 16,3% em relação ao mesmo mês do
ano passado. O volume de concordatas deferidas (40) apresentou queda de 38,5%
no décimo mês de 2003, em relação a outubro do ano passado.
De acordo com a Serasa, os indicadores de insolvência (falências e
concordatas) das empresas apresentam variações positivas na comparação dos dez
primeiros meses 2003/2, com exceção de falências requeridas, o que mostra a
dificuldade destas em gerar e administrar recursos num cenário de reduzido
volume de vendas, juros elevados e obrigações crescentes (elevações de preços
públicos, impostos etc.). As pequenas e médias empresas foram as mais
penalizadas por não realizarem receita financeira em volume que compense a
queda nas vendas decorrente da baixa atividade econômica.
A relação outubro 2003/2002, mostra queda nos indicadores de insolvência,
exceto em falências decretadas, o que sinaliza que o ajuste nas empresas foi
realizado, sobretudo, no primeiro semestre.
Títulos protestados
De acordo com o estudo, de janeiro a outubro de 2003, o volume de títulos
protestados de pessoa física registrou queda. Foram verificados 3,3 milhões de
protestos de pessoa física nos dez primeiros meses de 2003, com decréscimo de
10,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Em outubro de 2003, o volume de títulos protestados de pessoa física
permaneceu estável em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram registrados
349 mil protestos de pessoa física em todo o território nacional, no décimo mês
do ano.
A menor inadimplência de pessoa física medida por protestos reflete que o
consumidor, durante o ano, tem priorizado o pagamento de dívidas. Como a
renegociação dos compromissos tem sido a palavra de ordem, o protesto, no caso
específico de pessoa física, é a última alternativa nas relações entre credores
e devedores.
Nos dez primeiros meses do ano, o volume total de protestos (PF + PJ)
diminuiu 5,6%, em relação ao mesmo período de 2002. Foram registrados 7,4
milhões de títulos protestados de pessoas físicas e jurídicas de janeiro a
outubro de 2003 em todo o território nacional.
De acordo com o levantamento da Serasa, a inadimplência total, indicada pelo
volume de protestos de pessoas físicas e jurídicas apresentou alta de 3,7%, no
décimo mês de 2003 em relação ao mesmo mês de 2002. Foram protestados 741 mil
títulos de pessoas físicas e jurídicas em outubro de 2003.
Segundo a Serasa, no acumulado de 2003 (janeiro a outubro), o volume de
títulos protestados de pessoa jurídica registrou queda de 1,3%. Nos dez
primeiros meses de 2003, foram protestados 4,1 milhões de documentos de
empresas.
Já em outubro de 2003, o volume de protestos de pessoa jurídica subiu 6,4%
em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foram registrados 391 mil protestos de
empresas no décimo mês deste ano.