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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Cheques sem fundos têm queda de 5,2% em setembro, revela estudo nacional da Serasa
30/10/2003

Levantamento nacional da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, revela queda de 5,2% no volume de cheques devolvidos por falta de fundos (em relação ao total de compensados), em setembro de 2003, na comparação com agosto do mesmo ano, em todo o território nacional. No nono mês de 2003, foram devolvidos 14,7 cheques sem fundos a cada mil compensados, contra 15,5 cheques no mês anterior.

Na comparação anual (setembro 2003/2), no entanto, a pesquisa da Serasa registrou alta de 22,5% no volume de cheques sem fundos. Em setembro de 2002, foram registrados 12 cheques devolvidos a cada mil compensados, em todo o país.

O estudo da Serasa aponta aumento de 12,1% no volume de cheques sem fundos na comparação dos nove primeiros meses de 2003 com o mesmo período do ano passado. De janeiro a setembro de 2003 foram devolvidos, em média, 15,7 cheques sem fundos a cada mil compensados contra 14 no mesmo período de 2002. Os números apresentados nos nove primeiros meses de 2003 são os maiores já registrados no período desde 1991, ano em que foi criado o índice.

Pela segunda vez consecutiva, o número de cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados apresenta recuo na relação mensal. Ainda assim, não se pode afirmar que esses recuos sucessivos indiquem uma tendência consistente para a inadimplência com cheques neste final de ano. Na média, o 3º trimestre de 2003 tem um volume de cheques devolvidos por falta de fundos no mesmo patamar daquele verificado na média do 1º semestre (15,7), ou seja, as quedas registradas não foram significativas o suficiente para reverter a influência dos recordes de cheques sem fundos anotados nos primeiros seis meses deste ano.

Como segundo meio de pagamento da economia brasileira e principal forma de financiamento (cheques pré-datados), os cheques devem, no último trimestre de 2003, apresentar uma devolução que oscile ligeiramente, para cima ou para baixo, ao redor da de setembro, o que pode reduzir a média do 2º semestre em relação ao semestre anterior, pois não há perspectiva de fatos conjunturais que elevem a inadimplência de forma sustentada. A reação da atividade econômica e a queda das taxas de juros devem contribuir para o menor volume de cheques devolvidos por falta de fundos no encerramento de 2003.

A Serasa entende que a utilização intensiva de ferramentas avançadas para a decisão de crédito, a exemplo dos Scorings, ampliam os graus de segurança dos negócios e reduzem a inadimplência.

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