Levantamento nacional da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e
referência mundial no segmento, revela queda de 5,2% no volume de cheques
devolvidos por falta de fundos (em relação ao total de compensados), em
setembro de 2003, na comparação com agosto do mesmo ano, em todo o território
nacional. No nono mês de 2003, foram devolvidos 14,7 cheques sem fundos a cada
mil compensados, contra 15,5 cheques no mês anterior.
Na comparação anual (setembro 2003/2), no entanto, a pesquisa da Serasa
registrou alta de 22,5% no volume de cheques sem fundos. Em setembro de 2002,
foram registrados 12 cheques devolvidos a cada mil compensados, em todo o
país.
O estudo da Serasa aponta aumento de 12,1% no volume de cheques sem fundos
na comparação dos nove primeiros meses de 2003 com o mesmo período do ano
passado. De janeiro a setembro de 2003 foram devolvidos, em média, 15,7 cheques
sem fundos a cada mil compensados contra 14 no mesmo período de 2002. Os
números apresentados nos nove primeiros meses de 2003 são os maiores já
registrados no período desde 1991, ano em que foi criado o índice.
Pela segunda vez consecutiva, o número de cheques devolvidos por falta de
fundos a cada mil compensados apresenta recuo na relação mensal. Ainda assim,
não se pode afirmar que esses recuos sucessivos indiquem uma tendência
consistente para a inadimplência com cheques neste final de ano. Na média, o 3º
trimestre de 2003 tem um volume de cheques devolvidos por falta de fundos no
mesmo patamar daquele verificado na média do 1º semestre (15,7), ou seja, as
quedas registradas não foram significativas o suficiente para reverter a
influência dos recordes de cheques sem fundos anotados nos primeiros seis meses
deste ano.
Como segundo meio de pagamento da economia brasileira e principal forma de
financiamento (cheques pré-datados), os cheques devem, no último trimestre de
2003, apresentar uma devolução que oscile ligeiramente, para cima ou para
baixo, ao redor da de setembro, o que pode reduzir a média do 2º semestre em
relação ao semestre anterior, pois não há perspectiva de fatos conjunturais que
elevem a inadimplência de forma sustentada. A reação da atividade econômica e a
queda das taxas de juros devem contribuir para o menor volume de cheques
devolvidos por falta de fundos no encerramento de 2003.
A Serasa entende que a utilização intensiva de ferramentas avançadas para a
decisão de crédito, a exemplo dos Scorings, ampliam os graus de segurança dos
negócios e reduzem a inadimplência.