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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Inadimplência de consumidores cresce 5,9% de janeiro a agosto, diz estudo da Serasa
24/09/2003

A pesquisa levantou também a inadimplência de empresas e a total. Houve crescimento nas três modalidades. O Indicador revelou ainda que o volume de crédito teve um ritmo de crescimento maior do que o da inadimplência.

O Indicador Serasa de Inadimplência - o mais completo índice do país baseado em modelo estatístico de múltiplas variáveis, que contempla todas as modalidades de inadimplência da economia brasileira (registros de cheques devolvidos, títulos protestados, sistema financeiro, cartões de crédito e financeiras) - apontou queda do ritmo de crescimento de pessoa física. De janeiro a agosto de 2003, a inadimplência de pessoa física cresceu 5,9% na comparação com o mesmo período de 2002, que evoluiu 30,1% ante 2001.

De acordo com o índice da Serasa, os cheques sem fundos também apresentaram queda na representatividade na inadimplência de pessoa física. Em agosto de 2003, os cheques devolvidos representaram 36% do total do indicador de PF. Em agosto de 2002, foi 37%, e em 2001, a participação de cheques devolvidos no Indicador Serasa de Inadimplência foi 43%.

O segundo índice na representatividade é o registro de inadimplência de cartões de crédito e financeiras, que apresentou em agosto deste ano participação de 33%, uma participação menor do que a registrada no mesmo mês do ano passado, 34%. Em 2001, esse percentual foi 30%.

O índice registros no sistema financeiro (bancos) mantém a terceira maior participação no indicador, com 29% no oitavo mês de 2003; 27% em agosto de 2002 e 24% em 2001. Com a menor representatividade, mantêm-se os títulos protestados, 2% em 2003, mesma variação apresentada em 2002, e 3% em 2001.

Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos (PF) em agosto de 2003 foi de R$ 378; de títulos protestados foi de R$ 555; de registros no sistema financeiro foi de R$ 938; e de registros outros segmentos (cartões de crédito e financeiras) foi de R$ 229.

Inadimplência de empresas

O Indicador Serasa de Inadimplência de pessoa jurídica mostrou alta de 5,7% nos primeiros oito meses de 2003, comparado com 2002, que registrou um crescimento de 10,1% em igual período de 2002/2001.

De acordo com o índice da Serasa, a maior representatividade na inadimplência de PJ é de títulos protestados, 48% em 2003, mesmo percentual de 2002, e 49%, em 2001.

O segundo índice na representatividade é o de cheques sem fundos, que apresenta queda desde 2001. Em agosto de 2003, os cheques devolvidos representaram 37% do total do indicador de PJ. O percentual foi mesmo em igual mês de 2002. Em 2001, a participação de cheques devolvidos no Indicador Serasa de Inadimplência foi 38%.

O índice registros no sistema financeiro (bancos) mantém a terceira maior participação no indicador de PJ, com 15% em agosto deste ano; o mesmo percentual em 2002 e 13% no mesmo mês de 2001.

Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos (PJ) em agosto de 2003 foi de R$ 981; de títulos protestados foi de R$ 1.315; de registros no sistema financeiro foi de R$ 3.038.

Inadimplência total (empresas + consumidores)

A inadimplência total (pessoa física e jurídica) apresentou crescimento de janeiro a agosto de 2003, na comparação com o mesmo período de 2002. No período houve aumento de 4,2% da inadimplência, na comparação oito meses de 2002, que registrou elevação de 22% em relação ao mesmo período de 2001.

De acordo com o índice da Serasa, os cheques sem fundos apresentaram queda na representatividade na inadimplência total (PF+ PJ). Em agosto de 2003, os cheques devolvidos representaram 36% do total do indicador. No mesmo mês de 2002, foi de 38%, e, em 2001, a participação de cheques devolvidos no Indicador Serasa de Inadimplência foi de 43%.

O segundo índice na representatividade é o registro de inadimplência de cartões de crédito e financeiras, que apresentou em agosto de 2003 participação de 31%, a mesma participação registrada em igual mês de 2002, e 26% em 2001.

O índice registros no sistema financeiro (bancos) mantém a terceira maior participação no indicador, com 27% nos primeiros em agosto de 2003; 25% no mesmo mês de 2002 e 23% no de 2001. Com a menor representatividade, mantêm-se os títulos protestados, 7% em 2003, mesma variação apresentada em 2002, e 9% em 2001.

Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos (PF+PJ) em agosto de 2003 foi de R$ 680; de títulos protestados foi de R$ 935; de registros no sistema financeiro foi de R$ 1.965; e de registros outros segmentos (cartões de crédito e financeiras) foi de R$ 312.

Crédito

O Indicador Serasa de Inadimplência revela que o volume de crédito (PF+PJ) na economia teve um ritmo de crescimento maior do que o da inadimplência total. O índice mostra que as linhas de financiamento cresceram 74,1% de janeiro de 1999 até julho de 2003, último dado disponível pelo Banco Central, enquanto a inadimplência subiu 72,2% no período de janeiro de 1999 a agosto de 2003, isto sem considerar o crédito mercantil (entre empresas) e aquele concedido via cheques pré-datados que, de acordo com outro estudo inédito da Serasa, totalizam montante superior ao concedido por todo o sistema financeiro.

Isolando apenas os dados de pessoa física, a diferença é mais expressiva. O volume de dinheiro destinado aos empréstimos do sistema financeiro subiu 151,3%, enquanto a inadimplência 87,7%, nos períodos respectivamente assinalados.

Os dados de pessoa jurídica revelam que enquanto o crédito do sistema financeiro evoluiu 55,1%, entre janeiro de 1999 a julho de 2003, a inadimplência subiu 37,1%, entre os períodos em análise.

O Indicador Serasa de Inadimplência foi lançado pela Serasa em julho de 2002 e é divulgado bimestralmente. O seu ponto de partida e ferramental exclusivo é o banco de dados da Serasa, uma das maiores empresas do mundo em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios. A Serasa é a única organização que tem o registro de todos os segmentos econômicos do país e de todas as modalidades de crédito.

Avaliação da Inadimplência

Segundos os técnicos da Serasa, apesar da inadimplência, em todas as modalidades (Pessoa Física e Jurídica), ter apresentado queda no ritmo de crescimento, na comparação janeiro a agosto 2003/2002 em relação ao verificado no mesmo período 2002/2001, registra-se no acumulado deste ano variação positiva sobre uma base elevada (2002/2001).

Para o consumidor, o desemprego, a queda da renda, os juros elevados e o aumento das tarifas públicas e impostos formam um conjunto de fatos determinantes para a menor renda disponível, o que dificulta o pagamento de compromissos assumidos anteriormente. A administração e o esquilíbrio do orçamento doméstico são os maiores desafios para o consumidor em 2003.

Para as empresas, os juros reais elevados e a baixa atividade econômica determina a pontualidade de pagamento junto aos fornecedores. As empresas menos capitalizadas, normalmente as micro, pequenas e médias, são as que registram as maiores dificuldades para honrar seus compromissos, pois sofrem com o alto custo de carregar estoques e não geram receitas financeiras.

As expectativas são de que a esperada recuperação da atividade econômica no último trimestre do ano traga uma queda mais acentuada na inadimplência e sinalize melhores condições para a oferta e a demanda por crédito já no início de 2004.

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