Os cheques apresentaram, em agosto, uma inadimplência média ligeiramente
abaixo da média verificada no 1º semestre.
Levantamento da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises
econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência
mundial no segmento, revela que o volume de cheques devolvidos por falta de
fundos (a cada mil compensados), em agosto de 2003 apresentou queda de 7,7% em
relação ao mês anterior (julho) deste ano. No oitavo mês de 2003, foram
registrados 15,5 cheques devolvidos a cada mil compensados, contra 16,8 cheques
sem fundos registrados em julho de 2003. O número total de cheques devolvidos
em agosto foi 2,7 milhões.
Na comparação anual (agosto 2003/2), o volume de cheques devolvidos
registrou alta de 22%, de acordo com a pesquisa da Serasa. Foram devolvidos
12,7 cheques sem fundos a cada mil compensados em agosto de 2002.
O estudo da Serasa aponta aumento de 12% no volume de cheques sem fundos
também na comparação dos oito primeiros meses de 2003 com o mesmo período do
ano passado. De janeiro a agosto de 2003 foram devolvidos 15,9 cheques a cada
mil compensados contra 14,2 no mesmo período do ano passado. Os números de
agosto, na comparação do acumulado do ano, são os maiores já registrados desde
1991, ano em que foi criado o índice.
O número de cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados em
agosto de 2003 (15,5) foi ligeiramente menor do que a média verificada no 1º
semestre deste ano, quando foram devolvidos 15,7 cheques sem fundos a cada mil
compensados. Segundo técnicos da Serasa, a estatística de agosto/2003 revela
que a inadimplência com cheques está ao redor de 1,55%, incluindo a devolução
de cheques pré-datados, e que esta marca é uma das mais baixas entre as
diversas formas de pagamento/financiamento da economia.
Os técnicos ressaltam que ainda não se pode indicar uma tendência, é
provável que a devolução de cheques por falta de fundos venha a registrar
indicadores iguais ou menores que o de agosto/2003 ao longo do segundo
semestre, dada a reduzida atividade econômica, que implica no menor volume de
transações, e o consumidor mais cauteloso ao assumir compromissos.
A Serasa entende que a utilização intensiva de ferramentas avançadas para a
decisão de crédito, a exemplo dos Scorings, ampliam os graus de segurança dos
negócios e reduzem a inadimplência.