Segundo o estudo nacional da empresa, de cada 100 novos incluídos, 73
deixaram a base de dados de registro de não pagamento.
Um levantamento nacional da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e
referência mundial no segmento, revela que, de janeiro a julho de 2003, houve
um crescimento recorde do número de regularizações de pendências de pessoas
físicas e jurídicas, ante o mesmo período de 2002.
Os registros de pendências financeiras resolvidos de janeiro a julho do ano
é 73% do número de novas pendências incluídas no mesmo período. Isto é, de cada
100 novos incluídos, 73 deixaram a base de dados de registro de não pagamento.
Nos sete primeiros meses de 2002, esse percentual foi 45%. Os picos em 2003
ocorreram nos meses de janeiro e julho. A Serasa tem hoje cerca de 21 milhões
de pessoas físicas e jurídicas com anotações de não pagamento (como por exemplo
cheques sem fundos e títulos protestados, entre outros) em seu banco de
dados.
A pesquisa revela ainda que em julho de 2003 a maioria das anotações no
cadastro de inadimplência é de cheques sem fundos. Segundo o estudo, cerca de
54% das anotações se referem a cheques sem fundos, 21% a dívidas no sistema
financeiro (bancos), 15% protestos, 9% cartões de crédito e financeiras e cerca
de 1% são ações e falências. O registro dessas informações de inadimplência
segue um processo formal, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, baseado
em um contrato específico. Antes de incluir o nome de uma pessoa no cadastro de
inadimplentes, a Serasa envia comunicação prévia, conforme determinação do
Código de Defesa do Consumidor.
Segundo técnicos da empresa, em 2003, apesar do crescimento da
inadimplência, que vem apresentando ritmo menor, o consumidor priorizou o
pagamento e a renegociação de suas dívidas junto aos credores.
Essa atitude do consumidor, coerente com a baixa atividade econômica, com o
alto desemprego e com a queda da renda, que inclusive caracterizou o reduzido
consumo nas datas festivas do comércio – Dia das Mães, dos Namorados e dos
Pais, favoreceu o registro de recorde de pessoas que conseguiram regularizar
suas pendências entre janeiro a julho deste ano. Com isso, o consumidor deve
chegar menos endividado ao Dia das Crianças e ao Natal.