Pesquisa da Serasa aponta ainda que também foi recorde o número de pessoas
físicas e jurídicas atendidas no Serviço Gratuito de Orientação ao Cidadão da
Serasa
Um levantamento nacional da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e
referência mundial no segmento, revela que no primeiro semestre de 2003 houve
um crescimento recorde do número de regularizações de pendências de pessoas
físicas e jurídicas, comparado com o mesmo período de 2002.
O número de registros de pendências financeiras que foram resolvidas de
janeiro a junho de 2003 é 71% do número de novas pendências incluídas no mesmo
período. No primeiro semestre de 2002, esse percentual foi de 45%. A Serasa tem
hoje cerca de 23 milhões de pessoas físicas e jurídicas com anotações de não
pagamento (como por exemplo cheques sem fundos e títulos protestados, entre
outros) em seu banco de dados.
A pesquisa também revelou recorde no número de pessoas atendidas no Serviço
Gratuito de Orientação ao Cidadão da Serasa, apesar da inadimplência ter
evoluído no período. Foram atendidas 801.214 mil pessoas, o maior número já
registrado pela empresa, na comparação semestral.
Segundo o estudo, o número de pessoas atendidas nos primeiros seis meses do
ano é 26,5% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, que tem
a segunda maior marca, 633. 448 mil pessoas atendidas.
Segundo a Serasa, dois fatores explicam o recorde de pessoas atendidas no
Serviço Gratuito de Orientação ao Cidadão da Serasa em 2003. O primeiro é o
próprio aumento da inadimplência, causada por fatores conjunturais - como o
desemprego, elevadas taxas de juros e queda da renda – além da inadequada
concessão de crédito por alguns concedentes.
A segunda razão se refere à maior regularização de pendências financeiras
(baixas de anotações) por parte do consumidor, que procura renegociar suas
dívidas junto aos credores ao mesmo tempo em que está mais cuidadoso em assumir
novos compromissos. Segundo a Serasa, a conjuntura econômica promove a retração
do consumidor que prioriza o acerto de suas dívidas e busca não acumular
dívidas, como já aconteceu em passado recente.