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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Serasa lança o primeiro Indicador Regional de Cheques Sem Fundos do país
22/07/2003

De acordo com o estudo, entre as cinco regiões do país, o Sudeste registrou o menor volume de cheques devolvidos a cada mil compensados, no primeiro semestre.

O Indicador Regional de Cheques Sem Fundos da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, revela que o volume de cheques devolvidos por falta de fundos (a cada mil compensados), na região Sudeste, foi 13,5 no primeiro semestre de 2003; contra 13,2 cheques sem fundos no período de janeiro a junho de 2002, representando uma evolução de 2,3% em 2003.

Em junho de 2003, o número de cheques devolvidos por falta de fundos na região Sudeste foi de 14 em cada mil compensados. A alta foi de 13,8%, em relação ao mesmo mês do ano passado. No sexto mês de 2002, foram registrados 12,3 cheques devolvidos a cada mil compensados.

De acordo com a pesquisa, o Sul registrou nos seis primeiros meses de 2003, a segunda menor quantidade de cheques devolvidos a cada mil compensados das cinco regiões. No semestre, foram registrados 13,6 cheques devolvidos por falta de fundos para cada mil compensados, com aumento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2002, que apresentou 13,4 cheques devolvidos por mil. Em junho de 2003, foram devolvidos 13,2 cheques sem fundos para cada mil compensados com crescimento de 6,4% sobre junho de 2002, quando foram registrados 12,4 cheques sem fundos.

Segundo levantamento da Serasa, a região Centro-Oeste apresentou 16 cheques sem fundos a cada mil compensados no primeiro semestre de 2003, contra 15 cheques devolvidos no mesmo período de 2002, o que representou uma alta de 6,7%. No sexto mês de 2003, a região contabilizou 16,2 cheques sem fundos a cada mil compensados. A alta foi de 13,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, que registrou 14,3 cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados.

O Nordeste, segundo o levantamento da Serasa, registrou 21,3 cheques sem fundos por mil compensados no primeiro semestre de 2003, contra 19,4 cheques devolvidos no mesmo período de 2002. A alta foi de 9,8%. Em junho de 2003, foram registrados 22,3 cheques sem fundos a cada mil compensados, com acréscimo de 12,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram devolvidos 19,9 cheques a cada mil compensados.

De acordo com a pesquisa da Serasa, o Norte apresentou a maior quantidade de cheques devolvidos por mil compensados nos seis primeiros meses do ano, entre todas as regiões, 25,7. No entanto registrou decréscimo de 3,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. De janeiro a junho de 2002, foram devolvidos 26,6 cheques a cada mil. Já na comparação anual (junho 2003/2), a região Norte, apresentou alta de 7,7%, no volume de cheques sem fundos. No sexto mês de 2003, foram devolvidos 26,6 cheques a cada mil compensados, contra 24,7 no mesmo mês de 2002.

Como segundo maior meio de pagamento da economia em participação no total das transações, após o papel-moeda, e principal e mais abrangente forma de financiamento, na modalidade de pré-datado, em termos de aceitabilidade e liquidez junto ao comércio e consumidores, os cheques apresentaram, em junho, recuo na devolução mensal por falta de fundos em todas as regiões (Sudeste – 0,7%; Sul – 3,6%; Centro-Oeste – 3,6%; Nordeste - 7,1% e Norte – 3,3%). O processo de alongamento de prazo nas vendas financiadas por cheques pré-datados no final de 2002 dá sinais de finalização de seu ciclo, nos aspectos de pagamento e renegociação.

De qualquer forma, os números de junho ainda não definem uma tendência de queda consistente no volume de cheques devolvidos por falta de fundos, pois a conjuntura que reúne juros elevados, queda da renda do consumidor, elevação do desemprego e nova rodada de aumento de preços dos serviços de caráter público ainda pressiona o orçamento doméstico, o que exige maior utilização de metodologia adequada para a concessão de crédito, também no caso de cheques pré-datados. Ademais, junho teve menor número de dias úteis em relação a maio.

A Serasa entende que a utilização intensiva de ferramentas avançadas para a decisão de crédito, a exemplo dos Scorings, ampliam os graus de segurança dos negócios.

Cabe destacar que a menor demanda por crédito ao longo do 1º semestre, tanto por parte das empresas como pelos consumidores, deve ser fator de contração na inadimplência, que é decorrência da baixa atividade econômica.

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