De acordo com o estudo, entre as cinco regiões do país, o Sudeste registrou
o menor volume de cheques devolvidos a cada mil compensados, no primeiro
semestre.
O Indicador Regional de Cheques Sem Fundos da Serasa, maior empresa do
Brasil em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de
crédito e negócios e referência mundial no segmento, revela que o volume de
cheques devolvidos por falta de fundos (a cada mil compensados), na região
Sudeste, foi 13,5 no primeiro semestre de 2003; contra 13,2 cheques sem fundos
no período de janeiro a junho de 2002, representando uma evolução de 2,3% em
2003.
Em junho de 2003, o número de cheques devolvidos por falta de fundos na
região Sudeste foi de 14 em cada mil compensados. A alta foi de 13,8%, em
relação ao mesmo mês do ano passado. No sexto mês de 2002, foram registrados
12,3 cheques devolvidos a cada mil compensados.
De acordo com a pesquisa, o Sul registrou nos seis primeiros meses de 2003,
a segunda menor quantidade de cheques devolvidos a cada mil compensados das
cinco regiões. No semestre, foram registrados 13,6 cheques devolvidos por falta
de fundos para cada mil compensados, com aumento de 1,5% em relação ao mesmo
período de 2002, que apresentou 13,4 cheques devolvidos por mil. Em junho de
2003, foram devolvidos 13,2 cheques sem fundos para cada mil compensados com
crescimento de 6,4% sobre junho de 2002, quando foram registrados 12,4 cheques
sem fundos.
Segundo levantamento da Serasa, a região Centro-Oeste apresentou 16 cheques
sem fundos a cada mil compensados no primeiro semestre de 2003, contra 15
cheques devolvidos no mesmo período de 2002, o que representou uma alta de
6,7%. No sexto mês de 2003, a região contabilizou 16,2 cheques sem fundos a
cada mil compensados. A alta foi de 13,3% em relação ao mesmo mês do ano
anterior, que registrou 14,3 cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil
compensados.
O Nordeste, segundo o levantamento da Serasa, registrou 21,3 cheques sem fundos
por mil compensados no primeiro semestre de 2003, contra 19,4 cheques
devolvidos no mesmo período de 2002. A alta foi de 9,8%. Em junho de 2003,
foram registrados 22,3 cheques sem fundos a cada mil compensados, com acréscimo
de 12,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram devolvidos 19,9
cheques a cada mil compensados.
De acordo com a pesquisa da Serasa, o Norte apresentou a maior quantidade de
cheques devolvidos por mil compensados nos seis primeiros meses do ano, entre
todas as regiões, 25,7. No entanto registrou decréscimo de 3,4% na comparação
com o mesmo período do ano anterior. De janeiro a junho de 2002, foram
devolvidos 26,6 cheques a cada mil. Já na comparação anual (junho 2003/2), a
região Norte, apresentou alta de 7,7%, no volume de cheques sem fundos. No
sexto mês de 2003, foram devolvidos 26,6 cheques a cada mil compensados, contra
24,7 no mesmo mês de 2002.
Como segundo maior meio de pagamento da economia em participação no total
das transações, após o papel-moeda, e principal e mais abrangente forma de
financiamento, na modalidade de pré-datado, em termos de aceitabilidade e
liquidez junto ao comércio e consumidores, os cheques apresentaram, em junho,
recuo na devolução mensal por falta de fundos em todas as regiões (Sudeste –
0,7%; Sul – 3,6%; Centro-Oeste – 3,6%; Nordeste - 7,1% e Norte – 3,3%). O
processo de alongamento de prazo nas vendas financiadas por cheques pré-datados
no final de 2002 dá sinais de finalização de seu ciclo, nos aspectos de
pagamento e renegociação.
De qualquer forma, os números de junho ainda não definem uma tendência de
queda consistente no volume de cheques devolvidos por falta de fundos, pois a
conjuntura que reúne juros elevados, queda da renda do consumidor, elevação do
desemprego e nova rodada de aumento de preços dos serviços de caráter público
ainda pressiona o orçamento doméstico, o que exige maior utilização de
metodologia adequada para a concessão de crédito, também no caso de cheques
pré-datados. Ademais, junho teve menor número de dias úteis em relação a
maio.
A Serasa entende que a utilização intensiva de ferramentas avançadas para a
decisão de crédito, a exemplo dos Scorings, ampliam os graus de segurança dos
negócios.
Cabe destacar que a menor demanda por crédito ao longo do 1º semestre, tanto
por parte das empresas como pelos consumidores, deve ser fator de contração na
inadimplência, que é decorrência da baixa atividade econômica.