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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Volume de cheques sem fundos registra queda em junho, revela estudo da Serasa
16/07/2003

Após o recorde de 17,6 cheques devolvidos a cada mil compensados registrado em maio de 2003, o volume de cheques sem fundos caiu 13,1% em junho, na comparação com o mês anterior.

Levantamento da Serasa, maior empresa do Brasil em análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, revela que o volume de cheques devolvidos por falta de fundos (em relação ao total de compensados), em junho de 2003, apresentou redução de 13,1%, em relação ao mês anterior. Segundo a pesquisa, no sexto mês de 2003 foram devolvidos 15,3 cheques a cada mil compensados, enquanto em maio de 2003, o número de devoluções foi de 17,6 cheques.

Já na comparação anual (junho 2003/2), o índice de cheques devolvidos por falta de fundos registrou alta de 11,7%. Em junho de 2002, foram registrados 13,7 cheques sem fundos a cada mil compensados.

O primeiro semestre de 2003, também registrou aumento na quantidade de cheques devolvidos. O estudo da Serasa apontou acréscimo de 8,2% no volume de cheques sem fundos na comparação dos seis primeiros meses de 2003 com o mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2003 foram devolvidos 15,8 cheques a cada mil compensados contra 14,6, no mesmo período do ano passado.

Como segundo maior meio de pagamento da economia em participação no total das transações, após o papel-moeda, e principal e mais abrangente forma de financiamento, em termos de aceitabilidade e liquidez junto ao comércio e consumidores, os cheques apresentaram, em junho, recuo na devolução mensal por falta de fundos. O processo de alongamento de prazo nas vendas financiadas por cheques pré-datados no final de 2002 dá sinais de finalização de seu ciclo, nos aspectos de pagamento e renegociação.

A queda verificada no indicador de cheques devolvidos a cada mil compensados (13,1%) de junho ante maio de 2003 reflete também o menor número de dias úteis verificados no sexto mês do ano. Em junho de 2003 foram devolvidos 2,8 milhões de cheques em todo o Brasil.

De qualquer forma, os números de junho ainda não definem uma tendência de queda consistente no volume de cheques devolvidos por falta de fundos, pois a conjuntura que reúne juros elevados, queda da renda do consumidor, elevação do desemprego e nova rodada de aumento de preços dos serviços de caráter público ainda pressiona o orçamento doméstico, o que exige maior utilização de metodologia adequada para a concessão de crédito, também no caso de cheques pré-datados.

A Serasa entende que a utilização intensiva de ferramentas avançadas para a decisão de crédito, a exemplo dos Scorings, ampliam os graus de segurança dos negócios.

Cabe destacar que a menor demanda por crédito ao longo do 1º semestre, tanto por parte das empresas como pelos consumidores, deve ser fator de contração na inadimplência, que é decorrência da baixa atividade econômica.

O Cheque e o Indicador Serasa de Inadimplência

De acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência de junho, os cheques sem fundos nos últimos três anos apresentaram queda na representatividade do índice na inadimplência total (PF+ PJ) e também no estudo que levanta, separadamente, a inadimplência de pessoa física e jurídica.

Em 2003, os cheques devolvidos tomavam 36% do indicador de inadimplência total. No mesmo mês de 2002, foi 38%, e em 2001, a participação de cheques devolvidos no Indicador Serasa de Inadimplência foi de 44%.

Os percentuais são parecidos no indicador de inadimplência de pessoa física. Os cheques devolvidos representaram 36% do total do índice de PF. Em junho de 2002, foi de 37%, e no mesmo mês de 2001 foi 45%.

Na pessoa jurídica, em junho de 2003, os cheques devolvidos eram 36% do total do indicador de PJ. No mesmo mês de 2002, eram 37%, e em 2001, a participação de cheques sem fundos era de 38%.

Esses dados mostram que as outras formas de pagamento/financiamento da economia brasileira, que também assumem maior representatividade entre os meios de pagamentos, carregam um crescimento de inadimplência coerente a com elevação no volume de transações registradas.

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