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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Volume de cheques sem fundos tem alta em maio, revela estudo nacional da Serasa
12/06/2003

Levantamento da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, revela que foi recorde o número de cheques devolvidos por falta de fundos (17,6 a cada mil compensados), em maio de 2003. A alta foi de 18,1%, em relação ao mesmo mês do ano passado. No quinto mês de 2002, foram registrados 14,9 cheques devolvidos a cada mil compensados. O total de cheques sem fundos também bateu recorde, 3,27 milhões.

Na comparação mensal (maio - abril/2003), o volume de cheques devolvidos registrou alta de 8,6%, de acordo com a pesquisa da Serasa. Foram devolvidos 16,2 cheques sem fundos a cada mil compensados em abril de 2003.

O estudo da Serasa aponta aumento de 7,5% no volume de cheques sem fundos também na comparação dos cinco primeiros meses de 2003 com o mesmo período do ano passado. Nos primeiros cinco meses de 2003 foram devolvidos 15,8 cheques a cada mil compensados contra 14,7 no mesmo período do ano passado. Os números de maio, nas comparações anual e acumulado, são os maiores já registrados desde 1991, ano em que foi criado o índice.

O recorde de maio nos cheques sem fundos superou até mesmo o registro de março, mês em que ocorre, de forma sazonal, o pico de inadimplência do início do ano. Em março/2003, o volume de cheques devolvidos atingiu a marca de 16,7 a cada mil compensados.

Confirmando as expectativas da Serasa, os números de maio mostram que a prática de alongamento nos prazos de aceitação dos cheques pré-datados, utilizada no final de 2002, contribuiu para a inadimplência maior. A falta de metodologia adequada para esta concessão de crédito juntamente com o agravamento da conjuntura para o consumidor – juros elevados, acentuação da queda da renda e aumento do desemprego - foram determinantes para a inadimplência com cheques.

Por essas razões, a elevação sazonal da inadimplência que normalmente se limitava ao 1º trimestre, em 2003 deve se estender ao longo do 1º semestre, mesmo com fraca demanda por crédito, com o consumidor retraído e com baixa atividade econômica. A melhoria neste quadro deve ocorrer somente no 2º semestre, com as novas contratações de crédito.

A Serasa entende que a utilização intensiva de ferramentas avançadas para a decisão de crédito, a exemplo dos Scorings, teriam reduzido a sazonalidade e ampliado os graus de segurança dos negócios.

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