Levantamento da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises
econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência
mundial no segmento, revela que o volume de cheques devolvidos por falta de
fundos (em relação ao total de compensados), em abril de 2003, foi de 16,2, com
baixa de 3% em relação a março do mesmo ano. No terceiro mês de 2003, foram
registrados 16,7 cheques devolvidos a cada mil compensados.
Já na comparação anual (abril 2003/2002), o volume de cheques devolvidos
registrou alta de 11,7%, de acordo com a pesquisa da Serasa. Foram devolvidos
14,5 cheques sem fundos a cada mil compensados em abril de 2002.
O estudo da Serasa aponta aumento de 4,7% no volume de cheques sem fundos
também na comparação dos quatro primeiros meses de 2003 com o mesmo período do
ano passado. Nos primeiros quatro meses de 2003 foram devolvidos 15,4 cheques a
cada mil compensados contra 14,7 no mesmo período do ano passado.
Segundo a Serasa, além dos fatores conjunturais – aumento do desemprego,
elevação das taxas de juros e a queda da renda real –, que já eram presentes no
final de 2002, a prática de prazos mais longos na aceitação dos cheques
pré-datados, sem a adoção de metodologia adequada para esta prática de
concessão de crédito, promoveu o aumento da inadimplência com cheques. Esta
deficiência ao realizar venda a prazo, via cheques pré-datados, é confirmada
pelo prolongamento da sazonalidade da inadimplência do início de ano, que
normalmente se limita ao primeiro trimestre, agora se estende ao primeiro
quadrimestre, mantido o pico crítico no mês de março.
A utilização de ferramentas avançadas para a decisão de crédito, a exemplo
dos Scorings, teriam reduzido a sazonalidade e ampliado em muito os graus de
segurança dos negócios.