Levantamento da Serasa, maior empresa do Brasil em análises
econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência
mundial no segmento, revela que o volume de cheques devolvidos por falta de
fundos (em relação ao total de compensados), em fevereiro de 2003, permaneceu
estável em relação ao mês anterior (janeiro). Segundo a pesquisa, em fevereiro,
foram devolvidos 14,3 cheques a cada mil compensados, mesmo volume registrado
em janeiro de 2003.
Já na comparação anual (fevereiro 2003/2002), o volume de cheques devolvidos
registrou alta de 5,1%, de acordo com o estudo da Serasa. No segundo mês de
2002, foram devolvidos 13,6 cheques sem fundos a cada mil compensados.
No acumulado do ano, o índice de cheques sem fundos também aumentou. A
pesquisa da Serasa revelou que a média dos primeiros dois meses de 2003
registrou acréscimo de 1,4% no volume de cheques devolvidos, em relação ao
mesmo período de 2002. A média das devoluções de cheques sem fundos de janeiro
a fevereiro de 2003 foi de 14,3 em cada mil compensados. No mesmo período de
2002, a média foi 14,1 cheques devolvidos a cada mil compensados.
O alongamento nos prazos de aceitação dos cheques pré-datados, utilizado no
final de 2002, sem a adoção de metodologia adequada para esta prática de
concessão de crédito, promoveu o aumento da inadimplência com cheques. O
comércio varejista procurou nas promoções de financiamento com cheques a prazos
mais longos atrair o consumidor, que se absteve de boa parte do consumo e da
demanda por crédito ao longo de 2002. A menor atividade econômica, a pressão
dos juros e a necessidade de gerar capital de giro próprio levaram o varejo a
empreender os cheques pré-datados com prazos dilatados.