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(0xx11) 33 Serasa

Responsabilidade Social
Serasa lança quadrinhos de educação financeira para crianças
28/02/2003

A Serasa lançou a publicação “Dinheiro não é brincadeira”, histórias em quadrinhos para educação financeira, dirigida a crianças na faixa etária de 7 a 11 anos, a ser oferecida gratuitamente às escolas. Elaborada pela educadora financeira Cássia D´Aquino para ser um material didático-pedagógico, a revista em quadrinhos é acompanhada de um manual de orientação ao professor e é mais um título da série Serasa Cidadania.

A revista apresenta histórias em quadrinhos que abordam aspectos éticos e comportamentais envolvidos no ganho e uso do dinheiro. A publicação tem como objetivo colaborar para o aprimoramento da discussão em torno de trabalho e consumo, a qual vem tomando corpo nas escolas. “A crescente preocupação com esse tema determinou, aliás, sua inclusão como parte dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (PCNs)”, esclarece Cássia D´Aquino.

Os reflexos do descontrole orçamentário na vida de uma família, avalia o presidente da Serasa, Elcio Anibal de Lucca, cada vez mais estudados pelos especialistas, são profundos e muitas vezes causa de traumas e desagregação familiar e no ambiente de trabalho, por isso é essencial investir em educação, sobretudo no ensino fundamental. “Dinheiro não é Brincadeira” é uma contribuição do processo de Responsabilidade Social da Serasa, para que essa geração que está ingressando na escola cresça com maior preparo para lidar com as questões de consumo e éticas acerca do dinheiro, e tenha uma relação mais saudável com suas finanças quando adulta”, declara Elcio Anibal de Lucca.

Através da Educação Financeira a criança tem chance de aprender a planejar gastos e a consumir de um modo responsável, livre da alienação consumista, defende Cássia D´Aquino. “O ensino de Educação Financeira, como tudo que diz respeito a educação, exige consistência e repetição. Por isso, quanto mais cedo se começa, maiores as chances de sucesso na construção de uma mentalidade responsável em relação ao dinheiro”, argumenta.

A educadora financeira afirma também que a faixa etária à qual o gibi se dirige tomou como referência as etapas do desenvolvimento infantil, tal como proposto por Piaget no clássico "Psicologia da Inteligência". De acordo com Cássia D´Aquino, “nesta etapa da vida, conhecida como ‘fase de organização das operações concretas’, a criança se torna mais apta para a cooperação, colaboração no trabalho e troca de idéias”. Os quadrinhos foram desenhados por Cláudio de Oliveira, chargista do Jornal Agora São Paulo.

A Série Serasa Cidadania tem o objetivo de investir em publicações que contribuam para melhorar a vida dos brasileiros, alavancar o espírito de cidadania e construir um país melhor. Os títulos Guia Serasa de Orientação ao Cidadão - Saiba como evitar a inadimplência e garantir o seu futuro; Guia Serasa de Orientação ao Cidadão - Saiba como Reduzir o Risco de se tornar Vítima da Violência; Vencedor não usa Drogas, do psicólogo Edson Ferrarini, e Direitos do Portador de Necessidades Especiais, de Antonio Rulli Neto, foram publicados pela série Serasa Cidadania.

Autores do Gibi

A educadora financeira Cássia D'Aquino é criadora e coordenadora do Programa de Educação Financeira em inúmeras escolas do País e único membro sul-americano da Internacional Association for Citizenship, Social and Economics Education (IACSEE), organização com sede na Inglaterra. Bacharela em História, com pós-graduação em Ciência Política pela UFMG, é também especialista em educação infantil.

O artista gráfico Cláudio de Oliveira é autor de vários livros de charges e foi premiado com o troféu HQ Mix como o melhor livro de charges de 1998. Foi ganhador do Prêmio Vladimir Herzog de 1996, na categoria Artes. É chargista do jornal Agora S.Paulo. Jornalista pela UFRN, é pós-graduado em Artes Gráficas pela Escola Superior de Artes Industriais de Praga, República Tcheca.

Educação Financeira, por Cássia D´Aquino

Para Cássia D´Aquino, do ponto de vista da macroeconomia, a dificuldade da população em estabelecer um comportamento maduro em relação às finanças acarreta conseqüências econômicas, sociais e políticas. “É o caso, por exemplo, da nossa baixa taxa de poupança interna, que tem forçado o país aos caprichos do capital externo, com desdobramentos que atingem os três planos. Do ponto de vista do comportamento individual, as conseqüências são múltiplas e penosas para adultos e crianças. A alienação do consumo – consumir pelo constrangimento da idéia de que " a gente vale pelo o que a gente consome", independentemente de necessidades, prioridades ou possibilidades financeiras - tem se infiltrado cada vez mais cedo nas expectativas infantis, gerando sofrimentos e descompensações sócio-emocionais de gravíssimas conseqüências”, afirma.

Sobre seu Programa de Educação Financeira, Cássia D´Aquino conta que ele funciona há oito anos e tem sido adotado por escolas públicas e privadas, de todo o país, sempre com muito sucesso. Segundo ela, é grande a preocupação de pais e educadores em transmitir às crianças a maneira mais adequada de lidar com dinheiro, e essa preocupação tem assegurado ao Programa um grau elevado de interesse, participação e apoio. “Desde que o Programa começou a ser divulgado em congressos e veiculado pela mídia, o número de escolas que adotaram a idéia cresceu a ponto de ser difícil precisar o número de instituições que aderiram a ele”, declara a educadora.

“O resultado é muito animador, e os relatos de pais e professores envolvidos nesse processo são a prova clara disso. O Programa não é baseado em regrinhas moralistas fáceis, de como " bem usar" as finanças. Muito ao contrário, a intenção é dar às crianças e jovens oportunidade de conhecer e criar ferramentas que lhes permitam lidar com dinheiro de modo responsável, ético e maduro”, esclarece Cássia D´Aquino.

A respeito da educação financeira no Brasil, Cássia D´Aquino afima que, ao contrário da Europa, Estados Unidos, e boa parte da Ásia, a Educação financeira nos países da América Latina foi postergada por décadas de pesadelo inflacionário. “Onde há inflação, não convive planejamento e, portanto, não faria sentido ou seria possível pretender uma educação nesses moldes. Nos últimos anos, graças à menor evolução dos preços, foram criadas condições propícias ao desenvolvimento da educação financeira no Brasil. A ser mantida a estabilidade da economia, condição sine qua non, as perspectivas são excelentes”, finaliza.

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