A velocidade, o acúmulo extraordinário de informações que se processa por
todos os meios, o movimento, a evolução tecnológica e a busca pela Excelência
estão concretizados simbolicamente na escultura, o Ginete Serasa, da premiada
artista ítalo-brasileira Maria Bonomi, que desde o último dia 31 de outubro
marca a entrada da sede Serasa. “É uma das obras mais avançadas que eu fiz,
quase profética”, afirma a artista. A obra de arte também sinaliza o
compromisso da Serasa com a arte e a cultura nacionais.
A artista inspirou-se no arauto medieval montado em seu corcel, como símbolo
do portador da informação e também da velocidade. Entretanto a obra também
representa a ficção científica, que segundo Bonomi realizou-se com a
transmissão instantânea de informações, em quantidade e velocidade
inimagináveis. “A gênese da obra é a própria atividade da Serasa”, ressalta
Maria Bonomi, premiada nas Bienais de Veneza, de Paris, de Tóquio e de São
Paulo.
A troca de milhares de informações a todo momento está representada pelas
incontáveis linhas e ramificações sulcadas por toda a escultura. Relevos de
placas de memória de computador e de circuitos integrados de memória, como um
sistema neural, também compõem a simbologia da informação e da velocidade
virtual, na concepção da artista.
O Ginete Serasa foi criado em 1993, especialmente para a comemoração dos 25
anos da Serasa, com 30 centímetros de altura, como uma homenagem a
personalidades que trabalharam em algum momento para a trajetória de êxito da
empresa. A escultura, agora, com 4,5 m de altura e 1.200 kg de alumínio
fundido, é uma recriação do troféu. E incorpora também a evolução contínua da
Serasa, já que a escultura de 30 centímetros não continha tantas referências à
memória eletrônica e à telemática.
“A cabeça é a parte mais moderna, e aponta para cima, tal como um projétil,
um foguete, e ao mesmo tempo é um prolongamento da perna em movimento,
avançando. E tem um olho só, que não opina, só constata”, afirma Bonomi,
contemplando o Ginete. Para a artista, a escultura é a metáfora da atividade da
Serasa, hoje a maior empresa do Brasil em análises econômico-financeiras para
apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial neste segmento.