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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Volume de protestos de empresas cai no Norte e Nordeste do país, revela estudo da Serasa
28/10/2002

O volume de títulos protestados de pessoa jurídica teve queda no Norte e no Nordeste do país, em setembro de 2002, na comparação com o mesmo mês de 2001, segundo levantamento da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento. De acordo com o estudo, considerando os dias úteis, o Nordeste liderou a queda com maior percentual de recuo, 8,3%, o que representa 55 mil protestos de empresas em setembro deste ano.

A região Nordeste apresentou a maior alta percentual do país no volume de protestos de pessoa física, 28,8%, na comparação setembro de 2002/2001. Foram registrados 21 mil títulos protestados de pessoa física em setembro de 2002. A alta, no entanto, não acarretou aumento no volume total de títulos protestados (76 mil títulos) que apresentou estabilidade em setembro de 2002, na comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com a pesquisa, por dias úteis, a região Norte registrou o segundo maior percentual de recuo, 4%, no volume de protestos de pessoa jurídica (17 mil títulos), em setembro de 2002, em relação ao mesmo período de 2001. O volume de títulos protestados de pessoa física (5,5 mil títulos) apresentou queda ainda maior, 5,6%, na comparação setembro 2002/2001. O resultado proporcionou a diminuição de 4,4% no volume total de protestos. Foram registrados 22,5 mil títulos em setembro de 2002.

Segundo a pesquisa da Serasa, considerando sempre os dias úteis, na região Centro-Oeste, o volume de títulos protestados de empresas apresentou alta de 2,7%, em setembro de 2002, em relação ao mesmo período de 2001. Foram registrados 28 mil títulos de pessoa jurídica em setembro de 2002. A alta também foi verificada no volume de protestos de pessoa física (17 mil títulos). A região apresentou acréscimo de 11,6%, nos títulos protestados de pessoa física, na comparação setembro 2002/2001. O volume total de protestos registrou aumento de 5,9%, em setembro de 2002, em relação ao mesmo mês de 2001. Foram registrados 45 mil títulos no mês.

O volume de protestos de pessoa jurídica, na região Sul, teve alta de 5,1%, na comparação setembro 2002/2001, representando 94 mil títulos de empresas no mês. De acordo com o estudo, considerando os dias úteis, o volume de títulos protestados de pessoa física (45 mil) apresentou a segunda maior alta percentual, 17%, em setembro de 2002, em relação ao mesmo período de 2001. O aumento no volume de protestos de pessoas física e jurídica acarretou alta de 8,7%, no volume total de títulos protestados, na comparação setembro 2002/2001. Foram registrados 139 mil protestos em setembro de 2002.

A região Sudeste registrou a maior alta percentual no volume de protestos de empresas, 12,7%, em setembro de 2002, em relação ao mesmo período de 2001, representando 199 mil títulos. Segundo o levantamento, considerando os dias úteis, o volume de protestos de pessoa física apresentou queda de 6,4%, na comparação setembro 2002/2001. Foram registrados 273 mil títulos de pessoa física em setembro de 2002. O volume total de títulos protestados (472 mil) permaneceu estável, no Sudeste, em setembro de 2002, na comparação com o mesmo mês de 2001.

Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa, aponta que no caso das empresas, a variação cambial e os juros elevados têm pressionado os custos, que não contam com muito espaço para repasse. “As empresas estão promovendo ajustes para menor dependência de capital de terceiros e aguardam definições para projetar a demanda de final de ano”, afirma Almeida.

O assessor econômico destaca também uma concessão de crédito mais criteriosa, por parte das empresas mais organizadas, ou seja, as que utilizam metodologia adequada de crédito.

“Os indicadores de pessoas físicas mostram perda de fôlego na inadimplência, por conta do consumidor mais cauteloso em assumir compromissos e pela regularização de pendências com os recursos extraordinários do acordo do FGTS”, diz Almeida.

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