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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Protestos de empresas e pessoa física registram queda, revela estudo nacional da Serasa
22/08/2002

 

Estudo da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, revela que a inadimplência total indicada por protestos pessoas física e jurídica, teve queda de 2,2%, na comparação julho 2002/2001, considerados os dias úteis, em todo o território nacional.

O volume de títulos protestados nos sete primeiros meses de 2002, sem computar o Estado de São Paulo, apresentou alta de 8,7%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram registrados 2,7 milhões de protestos no acumulado do ano.

O total de protestos de pessoa jurídica registrou recuo de 2,1% em julho de 2002 ante o mesmo mês de 2001. A Serasa aponta que a menor dependência de recursos de terceiros na estrutura de capital das empresas e a concessão de crédito mais criteriosa, por parte daquelas mais organizadas, ou seja, as que utilizam metodologia adequada de crédito, foram fatores que contribuíram para o recuo registrado.

No sétimo mês de 2002 foram registrados 392 mil protestos de pessoa jurídica em todo o território nacional, representando média diária de 17 mil protestos. No acumulado de janeiro a julho de 2002, os protestos de empresas (sem o Estado de São Paulo) cresceram 6,9%, totalizando 2 milhões de ocorrências.

A Serasa destaca que as variações dos protestos em julho de 2002, em relação ao mesmo mês de 2001, incluem o Estado de São Paulo no levantamento nacional pois os meses subseqüentes a maio do ano passado já se encontravam sobre a vigência e efeitos da legislação que diferencia a cobrança de custas cartorárias neste Estado do restante do País e que, portanto, permitem a comparação direta entre iguais meses. A legislação vigente no Estado de São Paulo, com efeitos a partir de maio de 2001, distorceu a base de comparação, já que promoveu uma sobrecarga de títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e não pagos, principalmente cheques sem fundos, de qualquer valor, que foram levados pelos credores de uma vez aos Cartórios.

Entretanto, na comparação entre o volume de títulos protestados acumulado de 2002/2001 a distorção ainda persiste, pois o ano passado carrega diferentes metodologias para o Estado de São Paulo: em seus quatro primeiros meses vigorou o antigo método sobre as custas cartorárias, coerente com a dos demais Estados, e nos outros oito meses de 2001 a nova regulamentação, que passa estes encargos para o devedor.

Assim, para comparação e análise dos números de protestos no período de janeiro a julho 2002/2001, a Serasa continua a excluir o Estado de São Paulo, de forma a obter a inadimplência pontual que ocorre no País.

Pessoa Física

Nos primeiros sete meses de 2002 foram protestados 755 mil títulos de pessoa física, com evolução de 13,6% sobre o mesmo período de 2001. Na comparação julho 2002/2001, os protestos de pessoa física tiveram um decréscimo de 2,4%, totalizando 368 mil títulos, com média diária de 16 mil títulos.

A menor inadimplência de pessoa física é atribuída aos recursos do FGTS usados na regularização de pendências e a cautela do consumidor na hora de assumir novos compromissos .

Segundo a Serasa, o quadro atual da inadimplência aponta uma redução em seus patamares por conta do menor nível de atividade econômica e da maior utilização de informações na concessão e gerenciamento do risco de crédito.

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