A Serasa lança hoje o Indicador Serasa de Inadimplência, o primeiro modelo
estatístico de múltiplas variáveis, que contempla todos os meios de pagamentos
da economia brasileira e sua representatividade relativa.
A Serasa identificou a necessidade de se apurar um índice único para a
inadimplência há cinco anos. O País já havia passado pelo recorde de títulos
protestados, em 1995, e experimentava o crescimento da inadimplência com
cheques devolvidos por insuficiência de fundos, ao mesmo tempo em que se
intensificava uma nova modalidade de financiamento: os cheques pré-datados.
Isso foi em 1997, que com a crise da Ásia, também registrou impacto no volume
de títulos protestados.
O ponto de partida e ferramental exclusivo é o banco de dados da Serasa, uma
das maiores empresas do mundo em informações e análises econômico-financeiras
para apoiar decisões de crédito e negócios. A Serasa é a única organização que
tem o registro de todos os segmentos econômicos do país.
“Com o recrudescimento da inadimplência, a partir de 2001, conforme
verificado nos indicadores isolados, a Serasa apresenta ao mercado, após longo
período de validação técnica, o seu indicador único, que agrega avançada
metodologia estatística com o suporte de imensa massa de dados, para nortear o
mercado e os agentes econômicos na compreensão do dia-a-dia da economia e na
tomada de decisões”, afirma o presidente da Serasa, Elcio Anibal de Lucca.
De acordo com Elcio Anibal de Lucca, o Indicador Serasa de Inadimplência
reflete de forma totalizada este evento na economia e possui as subdivisões por
quantidade, que também são apuradas para seus componentes – pessoas físicas e
jurídicas.
O presidente destaca que a ponderação do índice também representa uma
inovação, ao tratar o assunto de forma dinâmica, pois seus pesos são obtidos
mensalmente, observando-se as ocorrências mais freqüentes, e trabalha com
médias móveis.
“Com mais este referencial, a Serasa cumpre sua importante função de
transformar dados em informação e esta, em compreensão, com compromisso
científico e isento” , afirma Elcio Anibal de Lucca.
Crédito tem ritmo de crescimento
maior do que a Inadimplência, revela indicador inédito
O inédito Indicador Serasa de Inadimplência revela que o volume de crédito
na economia teve um ritmo de crescimento maior do que o da inadimplência
global. O índice mostra que as linhas de financiamento cresceram 71% de janeiro
de 1999 até junho de 2002, enquanto a inadimplência subiu 56% no mesmo
período.
Isolando apenas os dados de pessoa física, a diferença é mais expressiva. O
volume de dinheiro destinado aos empréstimos subiu 133%, enquanto a
inadimplência, apenas 72%, ou seja, quase a metade.
Neste ano, a inadimplência diminuiu na comparação com o ano passado. Pelo
novo indicador, a inadimplência chegou a uma taxa de 19,5% no terceiro bimestre
(maio-junho), contra 35,7% no mesmo período do ano passado.
Na comparação semestral 2002/2001, o Indicador Serasa de Inadimplência
apontou que a inadimplência geral- pessoa física e jurídica-, no Brasil,
aumentou 26,1% no período de janeiro a junho deste ano, na comparação com o
mesmo período de 2001.
O índice da Serasa aponta que a alta de 26,1% foi puxada por pessoa física,
que no primeiro semestre deste ano cresceu 34,9%, em relação ao mesmo período
do ano passado. Já a inadimplência de pessoa jurídica registrou aumento de
12,2%, no mesmo período.
O indicador é composto por quatro índices, que incluem todos os meios de
pagamentos: cheques devolvidos, títulos protestados, sistema financeiro
(bancos) e outros segmentos (cartões de crédito e financeiras). Segundo o
estudo, os cheques sem fundo apresentam queda na representatividade nos últimos
três anos. No primeiro semestre de 2000, a participação de cheques devolvidos
no Indicador Serasa de Inadimplência foi de 48%. No mesmo período de 2001, foi
de 44%. Nos primeiros seis meses deste ano, os cheques devolvidos representaram
38% do total do indicador.
O segundo índice na representatividade é o registro de inadimplência de
cartões de crédito e financeiras, que apresenta crescimento. No primeiro
semestre de 2000, representou 24%; em igual período de 2001, 25%; no primeiro
semestre deste ano, 31%. O índice registros no sistema financeiro (bancos) tem
a terceira maior participação no índicador nos primeiros seis meses deste ano,
24%; no primeiro semestre de 2001, 22% e 16% em igual período de 2000. A menor
representatividade, na comparação semestral, foi dos títulos protestados, 7%
este ano, 9% em 2001 e 12% em 2000.
Segundo o estudo, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundo
no último semestre foi de R$ 670,26; de títulos protestados foi de R$ 860,63;
de registros no sistema financeiro foi de R$ 2.345,43; e de registros outros
segmentos foi de R$ 317,13.