O volume de títulos protestados registrou queda nas regiões Norte e Nordeste
e crescimento no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, no primeiro semestre de 2002 na
comparação com o mesmo período de 2001. Segundo o estudo regional da Serasa,
maior empresa do Brasil em informações e análises econômico-financeiras para
apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, o Norte
liderou com o maior percentual de recuo, 8,6%, representando 136,2 mil títulos
protestados no primeiro semestre deste ano.
O resultado foi decorrente da queda de 2,8% dos protestos de pessoa física e
10,3% do de pessoa jurídica, na comparação entre os primeiros seis meses deste
ano e os de 2001. A participação de pessoa física no total de títulos
protestados no acumulado janeiro-junho 2002/2001 cresceu: 23,5% (primeiro
semestre de 2001) e 24,9% no acumulado deste ano.
A região Nordeste também registrou retração. O volume de títulos
protestados, 444,1 mil, teve queda de 3,2% no primeiro semestre de 2002 na
comparação com o mesmo período de 2001, segundo levantamento da Serasa. O
resultado é decorrente da elevação de 13,9% nos protestos de pessoas físicas e
do recuo de 7,8% nos protestos de pessoas jurídicas. A participação de pessoa
física nos seis primeiros meses de 2002 no total de títulos protestados subiu:
21,5% (em igual período de 2001) e 25,3% em 2002.
A região Sudeste apresentou o maior crescimento percentual no volume de
protestos. De acordo com a pesquisa da Serasa, o volume total de títulos
protestados (2,9 milhões) - de janeiro a junho de 2002 - na região registrou
acréscimo de 58,5% na comparação com o mesmo período de 2001. O Sudeste teve
elevação de 104% nos protestos de pessoa física e 22,5% nos protestos de pessoa
jurídica. A participação de pessoa física no total de títulos protestados de
janeiro a junho de 2001 subiu: 44,2% (participação de PF no primeiro semestre
de 2001) e 56,9% este ano
A expressiva variação nos protestos da Região Sudeste decorre da sobrecarga
de títulos de crédito acumulados, há muito vencidos e não pagos, principalmente
cheques sem fundos, de qualquer valor, que estão sendo levados pelos credores
aos Cartórios, estimulados pela legislação em vigência, apenas no Estado de São
Paulo. Este fato distorce as estatísticas, análises e comparabilidade da Região
Sudeste com as demais e não corresponde à inadimplência de forma pontual.
De acordo com a pesquisa da Serasa, o Centro-Oeste apresentou crescimento,
13,7%, no total de títulos protestados, 277,2 mil títulos, de janeiro a junho
deste ano, comparado com o mesmo período de 2001. A região registrou aumento de
18,9% no volume de títulos protestados de pessoa física, no primeiro semestre
de 2002, comparado com o mesmo semestre de 2001. O volume de títulos
protestados de pessoas jurídicas teve acréscimo de 11,1%. A participação de
pessoa física no total de títulos protestados subiu no acumulado do ano: 33,8%
(em igual período de 2001) e 35,4% em 2002.
A região Sul teve elevação de 13,2% no primeiro semestre de 2002, em relação
a 2001, e 831 mil títulos protestados, segundo estudo da Serasa. O resultado
foi decorrente dos aumentos de 10,8% dos protestos de pessoa física e 14,2% dos
de pessoa jurídica, na comparação janeiro a junho 2002/2001. A participação de
pessoas físicas em títulos protestados no acumulado (janeiro a junho) de 2002
se manteve estável: 29,9% (acumulado de 2001) e 29,2% este ano.
Segundo a Serasa, o quadro atual da inadimplência, ainda distante do recorde
histórico de 1995/1996, sugere um monitoramento constante frente às variáveis
conjunturais de maior impacto e reafirma a necessidade da utilização de
instrumentos adequados e informações abrangentes na concessão e gerenciamento
do risco de crédito.