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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Protestos de empresas registram desaceleração, aponta estudo nacional da Serasa
10/07/2002

 

Estudo da Serasa, maior empresa do Brasil em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento, apurou que a inadimplência, indicada por protestos (pessoas físicas e jurídicas), teve ligeira alta, de 3%, na comparação junho2002/2001, em todo o território nacional.

No primeiro semestre de 2002, ante o mesmo período do ano passado, o volume de títulos protestados, sem computar o Estado de São Paulo, apresentou crescimento de 5,2%. Foram registrados 2,2 milhões de protestos no acumulado do ano.

O total de protestos de pessoa jurídica registrou queda de 0,6% em junho de 2002 comparado com o mesmo mês de 2001. A Serasa aponta que a menor dependência de recursos de terceiros na estrutura de capital das empresas e a concessão de crédito mais criteriosa, por parte daquelas mais organizadas, ou seja, as que utilizam metodologia adequada de crédito, foram fatores que contribuíram para o recuo registrado.

Junho de 2002 e 2001 tiveram o mesmo número de dias úteis, o que evitou o efeito-calendário. No sexto mês de 2002 foram registrados 340 mil protestos de pessoas jurídicas em todo o território nacional.

No primeiro semestre de 2002, os protestos de pessoas jurídicas cresceram 4,2%, totalizando 1,6 milhão de ocorrências.

A Serasa destaca que as variações dos protestos em junho 2002, em relação ao mesmo mês de 2001, incluem o Estado de São Paulo no levantamento nacional pois os meses subseqüentes a maio do ano passado já se encontravam sobre a vigência e efeitos da legislação que diferencia a cobrança de custas cartorárias neste Estado do restante do País e que, portanto, permitem a comparação direta entre iguais meses. A legislação vigente no Estado de São Paulo, com efeitos a partir de maio de 2001, distorceu a base de comparação, já que promoveu uma sobrecarga de títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e não pagos, principalmente cheques sem fundos, de qualquer valor, que foram levados pelos credores de uma vez aos Cartórios.

Entretanto, na comparação entre o volume de títulos protestados acumulado de 2002/2001 a distorção ainda persiste, pois o ano passado carrega diferentes metodologias para o Estado de São Paulo: em seus quatro primeiros meses vigorou o antigo método sobre as custas cartorárias, coerente com a dos demais Estados, e nos outros oito meses de 2001 a nova regulamentação, que passa estes encargos para o devedor.

Assim, para comparação e análise dos números de protestos no período de janeiro a junho 2002/2001, a Serasa continua a excluir o Estado de São Paulo, de forma a obter a inadimplência pontual que ocorre no País.

Pessoa Física

No primeiro semestre de 2002 foram protestados 606 mil títulos de pessoas físicas, com evolução de 7,8% sobre o mesmo período de 2001.

Na comparação junho2002/2001, os protestos de pessoas físicas tiveram um acréscimo de 7%, totalizando 336 mil títulos.

Segundo a Serasa, o quadro atual da inadimplência, ainda distante do recorde histórico de 1995/1996, sugere um monitoramento constante frente às variáveis conjunturais de maior impacto e reafirma a necessidade da utilização de instrumentos adequados e informações abrangentes na concessão e gerenciamento do risco de crédito.

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