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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Protestos registram alta de 9,9% no ano, aponta estudo nacional da Serasa
12/06/2002

Um estudo da Serasa, uma das maiores empresas do mundo em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios, em todo o território nacional, revela que a inadimplência, indicada por protestos (pessoas físicas e jurídicas), apresentou nova alta no país.

De janeiro a maio de 2002, ante o mesmo período do ano passado, o volume de títulos protestados, sem computar o Estado de São Paulo, apresentou alta de 9,9%. Na mesma comparação, os protestos de pessoas físicas aumentaram 16,1%, e os de pessoas jurídicas, 7,6%. Foram registrados 1,9 milhão de protestos no acumulado do ano.

Na comparação mensal, maio 2002/2001, o aumento no volume médio de títulos protestados (pessoas físicas e jurídicas), por dias úteis, foi de 17,1%. A evolução da média diária dos protestos de pessoas físicas foi de 26,5% e a de pessoas jurídicas, 9,7%, em maio de 2002, em relação ao mesmo mês do ano anterior. No quinto mês de 2002 foram 367,4 mil protestos de pessoas físicas e 409,7 mil de pessoas jurídicas, em todo o país.

A Serasa destaca que as variações dos protestos em maio 2002, em relação ao mesmo mês de 2001, passam a incluir o Estado de São Paulo no levantamento nacional pois, a partir de agora, os meses subseqüentes a maio do ano passado já se encontravam sobre a vigência e efeitos da legislação que diferencia a cobrança de custas cartorárias neste Estado do restante do País e que, portanto, permitem a comparação direta entre iguais meses .

A legislação vigente no Estado de São Paulo distorceu a base de comparação desde maio de 2001, já que promoveu uma sobrecarga de títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e não pagos, principalmente cheques sem fundos, de qualquer valor, que foram levados pelos credores de uma vez aos Cartórios.

Entretanto, na comparação entre o volume de títulos protestados acumulado de 2002/2001 a distorção ainda persiste, pois o ano passado carrega diferentes metodologias: em seus quatro primeiros meses vigorou o antigo modelo sobre as custas cartorárias para o Estado de São Paulo, coerente com a dos demais Estados, e nos outros oito meses de 2001 a nova regulamentação, que passa estes encargos para o devedor.

Assim, para comparação e análise dos números acumulados de protestos no período de janeiro a maio 2002/2001, a Serasa continua a excluir o Estado de São Paulo, de forma a obter a inadimplência pontual que ocorre no País.

Segundo a Serasa, os números de títulos protestados registrados nos cinco primeiros meses do ano revelam uma alta da inadimplência total com maior contribuição da Pessoa Física, que tem encontrado no crédito a maneira de garantir seu consumo e atenuar a queda do poder aquisitivo. Pelo lado das Pessoas Jurídicas, as elevadas taxas de juros ainda têm sido o maior entrave.

O patamar verificado na inadimplência, ainda distante do recorde histórico de 1995/1996, sugere um monitoramento constante frente às variáveis conjunturais de maior impacto e reafirma a necessidade da utilização de instrumentos adequados e informações abrangentes na concessão e gerenciamento do risco de crédito.

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