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(0xx11) 33 Serasa

Estudos Econômicos
Estudo da Serasa aponta queda de protestos nas Regiões Norte e Nordeste em 2002
20/05/2002

O volume de títulos protestados nas Regiões Norte e Nordeste registrou queda nos quatro primeiros meses de 2002, em comparação com o mesmo período de 2001, segundo levantamento nacional da Serasa, uma das maiores empresas do mundo de informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios.

De acordo com o levantamento da Serasa, a Região Norte registrou a maior queda dentre as cinco Regiões. O volume de títulos protestados, cerca 87,2 mil, apresentou redução de 13,4% nos quatro primeiros meses de 2002, na comparação com o mesmo período de 2001. O resultado é decorrente da queda de 9,4% nos protestos de pessoas físicas e 14,6% nos protestos de pessoas jurídicas. A participação de pessoa física no total de títulos protestados, no acumulado janeiro-abril 2002/2001, apresentou aumento: de 23,1%, relativo ao período de janeiro a abril de 2001, para 27,2% em 2002.

Segundo a Serasa, o Nordeste também apresentou queda, 3%, no total de títulos protestados, 285 mil, de janeiro a abril deste ano, comparado com o mesmo período de 2001. A Região registrou aumento de 4% no volume de títulos protestados de pessoa física e queda de 4,8% nos protestos de pessoa jurídica, nos quatro primeiros meses de 2002, comparando-se com o mesmo período do ano passado. A participação de pessoa física no total de títulos protestados registrou crescimento no acumulado do ano: de 21,1%, em igual período de 2001, para 25,4% em 2002.

O estudo da Serasa apresentou a Região Sudeste com o maior percentual de aumento do total de títulos protestados nos quatro primeiros meses de 2002, 93,9%. O levantamento constatou que houve um acréscimo de 214% no total de protestos de pessoa física e 32,5% de pessoa jurídica. A participação dos protestos de pessoa física no período de janeiro a abril de 2002 e o mesmo período no ano anterior cresceu de 33,8% para 61,7%. O total de títulos protestados na Região chegou a 1,9 milhão.

A expressiva variação nos protestos da Região Sudeste decorre da sobrecarga de títulos de crédito acumulados, há muito vencidos e não pagos, principalmente cheques sem fundos, de qualquer valor, que agora estão sendo levados pelos credores de uma vez aos Cartórios, estimulados pela legislação em vigência, apenas no Estado de São Paulo. Este fato distorce as estatísticas, análises e comparabilidade da Região Sudeste com as demais e não corresponde à inadimplência de forma pontual.

De acordo com o levantamento da Serasa, a Região Centro-Oeste apresentou um aumento de 14,1% no volume total de títulos protestados de janeiro a abril de 2002, em comparação com o primeiro quadrimestre de 2001. A Região teve elevação de 13,7% nos protestos de pessoa física e 14,3% nos protestos de pessoa jurídica. A participação de pessoa física no total de títulos protestados nos quatro primeiros meses de 2002 apresentou aumento: de 33,3%, relativos ao período em 2001, para 37,4% este ano. Ao todo, foram protestados na Região 186,5 mil títulos

Na Região Sul, o volume total de títulos protestados, 547,8 mil de janeiro a abril de 2002, registrou um aumento de 10,9% na comparação com o mesmo período de 2001. O Sul teve elevação de 4% nos protestos de pessoa física e 13,8% nos protestos de pessoa jurídica. A participação de pessoa física no total de títulos protestados nos quatro primeiros meses de 2002, em comparação com 2001, cresceu de 29,2% em 2001 para 30,8% este ano.

Segundo a Serasa, ainda que os quatro primeiros meses apresentem uma sazonalidade no que diz respeito aos indicadores de inadimplência, devido às compras realizadas no fim-de-ano e a concentração de despesas no início do exercício, a situação atual da inadimplência, medida por protestos, está distante do recorde histórico registrado entre 1995/1996.

O patamar verificado na inadimplência sugere um monitoramento constante frente às variáveis conjunturais de maior impacto e a utilização de instrumentos adequados e informações abrangentes na concessão e gerenciamento do risco de crédito.

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