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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Volume de cheques sem fundos cresce 16,5% no país em março, revela estudo da Serasa
23/04/2002

Pesquisa aponta que em março foram 16,2 cheques devolvidos em cada mil compensados, a maior marca já registrada desde 1991, ano em que foi criado o índice

O volume de cheques devolvidos por falta de fundos (em relação ao total de compensados), em março de 2002, teve um aumento de 16,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estudo nacional da Serasa, uma das maiores empresas do mundo em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios

A pesquisa da Serasa aponta que em março deste ano foram 16,2 cheques devolvidos em cada mil compensados, a maior marca já registrada desde 1991, ano em que foi criado o índice. No mesmo período do ano passado, foram devolvidos 13,9 cheques. O recorde anterior foi alcançado em janeiro deste ano, que fechou em 14,5 cheques devolvidos em cada mil compensados.

Segundo o estudo da Serasa, no primeiro trimestre de 2002, houve um aumento de 23,3% no volume de cheques devolvidos, em relação ao mesmo período do ano passado. A média das devoluções de cheques de janeiro a março de 2002 foi de 14,8 em cada mil compensados. No mesmo período em 2001, a média foi de 12 cheques devolvidos em cada mil compensados.

De acordo com o levantamento, o aumento no volume de cheques devolvidos em março de 2002, ante o mês anterior (fevereiro), foi de 19,1%. Em fevereiro desse ano, foram devolvidos 13,6 cheques em cada mil compensados.

A assessoria econômica da Serasa aponta o alongamento nos prazos de recebimento de cheques pré-datados e a aceitação não tão criteriosa de empresas menos organizadas, ou seja, aquelas sem metodologia adequada de crédito para a gestão deste meio de pagamento, com as principais razões para o aumento da inadimplência a partir do segundo semestre de 2001.

Cabe destacar que, apesar de março possuir sazonalidade de inadimplência mais alta, o incremento verificado, em 2002, reflete as compras de final de ano e o acúmulo de dívidas, acentuado pelos fatores conjunturais, tais como desemprego e a permanência de elevadas taxas de juros.

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