Pesquisa aponta que em março foram 16,2 cheques devolvidos em cada mil
compensados, a maior marca já registrada desde 1991, ano em que foi criado o
índice
O volume de cheques devolvidos por falta de fundos (em relação ao total de
compensados), em março de 2002, teve um aumento de 16,5% em relação ao mesmo
período do ano passado, segundo estudo nacional da Serasa, uma das maiores
empresas do mundo em informações e análises econômico-financeiras para apoiar
decisões de crédito e negócios
A pesquisa da Serasa aponta que em março deste ano foram 16,2 cheques
devolvidos em cada mil compensados, a maior marca já registrada desde 1991, ano
em que foi criado o índice. No mesmo período do ano passado, foram devolvidos
13,9 cheques. O recorde anterior foi alcançado em janeiro deste ano, que fechou
em 14,5 cheques devolvidos em cada mil compensados.
Segundo o estudo da Serasa, no primeiro trimestre de 2002, houve um aumento de
23,3% no volume de cheques devolvidos, em relação ao mesmo período do ano
passado. A média das devoluções de cheques de janeiro a março de 2002 foi de
14,8 em cada mil compensados. No mesmo período em 2001, a média foi de 12
cheques devolvidos em cada mil compensados.
De acordo com o levantamento, o aumento no volume de cheques devolvidos em
março de 2002, ante o mês anterior (fevereiro), foi de 19,1%. Em fevereiro
desse ano, foram devolvidos 13,6 cheques em cada mil compensados.
A assessoria econômica da Serasa aponta o alongamento nos prazos de recebimento
de cheques pré-datados e a aceitação não tão criteriosa de empresas menos
organizadas, ou seja, aquelas sem metodologia adequada de crédito para a gestão
deste meio de pagamento, com as principais razões para o aumento da
inadimplência a partir do segundo semestre de 2001.
Cabe destacar que, apesar de março possuir sazonalidade de inadimplência mais
alta, o incremento verificado, em 2002, reflete as compras de final de ano e o
acúmulo de dívidas, acentuado pelos fatores conjunturais, tais como desemprego
e a permanência de elevadas taxas de juros.