Um estudo da Serasa, uma das maiores empresas do mundo em informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios, em
todo o território nacional, revela que os índices de inadimplência, indicados
por protestos (pessoas físicas e jurídicas), apresentaram nova alta no
país.
Nos três primeiros meses de 2002, comparados com o mesmo período do ano
anterior, o aumento no volume de protestos em geral (pessoas físicas e
jurídicas) foi de 11,5%.
Esse total não inclui os títulos protestados no Estado de São Paulo, já que
existe uma sobrecarga de títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e
não pagos, principalmente cheques sem fundos, de qualquer valor, que agora são
levados pelos credores de uma vez aos Cartórios, estimulados pela legislação em
vigência, apenas no Estado de São Paulo.
Por conta disso, ocorre uma distorção na base de comparação e os protestos não
correspondem à inadimplência de forma pontual. De acordo com a Serasa, excluir
os títulos relativos ao Estado de São Paulo é a melhor maneira de quantificar a
inadimplência nacional.
Sem computar os números relativos aos protestos no Estado de São Paulo, a
evolução de protestos de pessoas físicas no restante do País foi de 37,2% e a
de pessoas jurídicas 2,7%, no primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo
período de 2001. Foram 381 mil protestos de pessoas físicas e 838,1 mil de
pessoas jurídicas.
No total, com a inclusão do Estado de São Paulo, o estudo da Serasa registrou
2,3 milhões de protestos (pessoas físicas e jurídicas) nos três primeiros meses
deste ano, contra 1,5 milhão entre janeiro e março de 2001, representando um
aumento de 51,5%.
Segundo a Serasa, ainda que o primeiro trimestre apresente uma sazonalidade no
que diz respeito aos indicadores de inadimplência, devido às compras realizadas
no fim-de-ano e a concentração de despesas no início do exercício, a situação
atual da inadimplência, medida por protestos, está distante do recorde
histórico registrado entre 1995/1996.
O patamar verificado na inadimplência sugere um monitoramento constante frente
às variáveis conjunturais de maior impacto e a utilização de instrumentos
adequados e informações abrangentes na concessão e gerenciamento do risco de
crédito.