Um estudo da Serasa, uma das maiores empresas do mundo em informações e
análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios, em
todo o território nacional, revela que os índices de inadimplência, indicados
por protestos (pessoas físicas e jurídicas), apresentaram nova alta no
país.
Nos meses de janeiro e fevereiro de 2002, comparado com o mesmo período do ano
anterior, o aumento no volume de protestos em geral – pessoas físicas e
jurídicas – foi de 5,4%.
Esse total não inclui os títulos protestados no Estado de São Paulo, já que
existe uma sobrecarga de títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e
não pagos, principalmente cheques sem fundos, de qualquer valor, que agora são
levados pelos credores de uma vez aos Cartórios, estimulados pela legislação em
vigência, apenas no Estado de São Paulo.
Por conta disso, ocorre uma distorção na base de comparação e os protestos não
correspondem à inadimplência de forma pontual. De acordo com a Serasa, excluir
os títulos relativos ao Estado de São Paulo é a melhor maneira de quantificar a
inadimplência nacional.
Sem computar os números relativos aos protestos no Estado de São Paulo, a
evolução de protestos de pessoas físicas no restante do País aumentou 14,1% e
os de pessoas jurídicas cresceram 2,5% no primeiro bimestre do ano, em relação
ao mesmo período de 2001. Foram 199,4 mil protestos de pessoas físicas e 536,8
mil de pessoas jurídicas.
No total, com a inclusão do Estado de São Paulo, o estudo da Serasa registrou
1,5 milhão de protestos (pessoas físicas e jurídicas) nos dois primeiros meses
deste ano, contra 987,2 mil entre janeiro e fevereiro de 2001, representando um
aumento de 55,5%.
A situação atual da inadimplência, medida por protestos, reflete as compras
realizadas no final de 2001, cujo pagamento não foi honrado. O patamar
verificado ainda está distante do recorde registrado entre 1995/1996, mas exige
um monitoramento constante e a utilização de instrumentos adequados e
informações abrangentes para a adequada decisão de crédito.