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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Volume de títulos protestados cresce 15% em 2001, aponta pesquisa da Serasa
01/01/2002

Um estudo da Serasa, maior empresa de informações e análises econômico-financeiras para negócios da América Latina, em todo o território nacional, revela que os índices de inadimplência, indicados por protestos (pessoas físicas e jurídicas) apresentaram crescimento no país em 2001.

De janeiro a dezembro de 2001, comparado com o mesmo período do ano anterior, o aumento no volume de protestos em geral – pessoas físicas e jurídicas – foi de 15%.

Esse total não inclui os títulos protestados no Estado de São Paulo, já que existe uma sobrecarga de títulos de créditos acumulados, há muito vencidos e não pagos, principalmente cheques sem fundos, de qualquer valor, que agora são levados pelos credores de uma vez aos Cartórios, estimulados pela legislação em vigência, apenas no Estado de São Paulo.

Por conta disso, ocorre uma distorção na base de comparação e os protestos não correspondem à inadimplência de forma pontual. De acordo com a Serasa, excluir os títulos relativos ao Estado de São Paulo é a melhor maneira de quantificar a inadimplência nacional.

Sem computar os números relativos aos protestos no Estado de São Paulo, a evolução de protestos de pessoas físicas no restante do País aumentou 22% e os de pessoas jurídicas cresceram 12,4% no período de janeiro a dezembro de 2001, em relação ao mesmo período de 2000. Foram 1,2 milhão de protestos de pessoas físicas e 3,1 milhões de pessoas jurídicas.

No total, com a inclusão do Estado de São Paulo, o estudo da Serasa registrou 7,8 milhões de protestos (pessoas físicas e jurídicas) nos doze meses de 2001, contra 5,4 milhões entre janeiro e dezembro de 2000, representando um aumento de 44,7%.

Segundo a assessoria econômica da Serasa, a inadimplência medida por protestos cresceu em 2001, seguindo a trajetória de evolução do crédito, porém em menor razão. A prática de alongamento nos prazos de financiamento, combinada com a elevada taxa de juros, evidenciou a necessidade de melhoria no processo de concessão de crédito, que deve contar com a utilização de instrumentos adequados e informações abrangentes para suas decisões.

A assessoria econômica ressalta que, distante do recorde histórico de 1995, o volume de protestos em 2001 determinou um patamar de inadimplência que deve ser monitorado. Para 2002, os esforços devem ser concentrados em condições que promovam o maior crescimento do crédito na economia brasileira, com redução da inadimplência e, portanto, com custos cada vez menores para o tomador.

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