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(0xx11) 33 Serasa

Estudos de Inadimplência
Volume de cheques sem fundos no país cresce 15,3% em março, revela estudo da Serasa
15/04/2001

O volume de cheques devolvidos, segunda devolução, por falta de fundos (em relação ao total de compensados) em março de 2001 teve um aumento de 15,3% em relação a março do ano passado, segundo estudo nacional da Serasa, uma das maiores empresas do mundo em informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios

De acordo com o levantamento, em março de 2001 foram 12,8 cheques devolvidos a cada mil compensados, a maior marca já registrada desde 1991, ano em que foi criado o índice. Em fevereiro deste ano foram 11,6 cheques devolvidos.

O total de cheques sem fundos no primeiro trimestre do ano também é o maior desde 91. No acumulado de janeiro a março de 2001 foram devolvidos, em média, 11,7 cheques em cada mil compensados. No ano passado, a média foi de 10,1 devoluções no mesmo período.

Segundo a assessoria econômica da Serasa, quatro fatores devem ser destacados para explicar o aumento do número de cheques devolvidos no mês passado. O primeiro se refere ao crescimento do volume de negócios, principalmente a crédito, verificado no primeiro trimestre de 2001, em relação ao mesmo período de 2000. O aumento do volume de negócios leva a um crescimento, não proporcional, da inadimplência.

O segundo é o alongamento nos prazos de recebimento de cheques, verificado no final do ano passado, que pode levar a um descontrole das contas do consumidor menos acostumado a assumir vários compromissos simultaneamente. A assessoria econômica da Serasa ressalta que no 1º trimestre há uma concentração muito grande de despesas (matrículas escolares, impostos etc).

O terceiro fator é o alongamento nos prazos de recebimento de cheques por parte das empresas menos organizadas na concessão de crédito, que não contam com metodologia adequada para tal. Estas empresas, muitas vezes, estão muito mais preocupadas em fazer caixa do que garantir um fluxo contínuo e seguro de recebíveis.

De acordo com a assessoria econômica, um outro elemento que contribuiu para o aumento da inadimplência se refere ao crédito pessoal, que está cada vez mais competitivo, acirrado pela concorrência crescente do varejo. As empresas menos organizadas na concessão de crédito acabam seguindo as condições de pagamento oferecidas pelas mais preparadas, sem obter o mesmo bom resultado.

OBS.: Os números apresentados no estudo nacional são estimativas

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