Um estudo nacional da Serasa, uma das maiores empresas em informações
cadastrais e financeiras do mundo, revela que o volume de cheques devolvidos
por falta de fundos (em relação ao total de compensados) em janeiro de 2001
cresceu em relação ao mesmo mês do ano passado.
De acordo com o levantamento, em janeiro deste ano foram 11,9 cheques
devolvidos a cada mil compensados. No mesmo mês de 2000 foram 9,4.
Um fator que deve ser destacado para explicar o número de cheques devolvidos em
janeiro é a sazonalidade. No primeiro trimestre do ano, há um maior número
desses cheques devido ao acúmulo de despesas no orçamento do consumidor, como
pagamentos de impostos, matrículas escolares, compra de material escolar, além
de gastos com as férias.
O total de títulos protestados em dezembro também apresentou queda de 12,8% na
comparação com dezembro do ano passado. O número de protestos de pessoa física,
no último mês de 2000, caiu 11,2% e o de pessoa jurídica registrou queda de
13,5%, na comparação com dezembro de 99.
O crescimento da inadimplência no mês passado também é decorrente do
alongamento dos prazos de financiamento com cheques pré-datados.
Um outro fator que contribuiu para o aumento dos cheques sem fundo foi a
prática de alongamento de prazos oferecida por empresas menos estruturadas, que
tentam seguir o modelo de empresas mais organizadas, as quais contam com
instrumentos adequados para a concessão de crédito.
Segundo o estudo da Serasa, no ano passado, foram em média 10,1 devoluções a
cada mil cheques compensados, isto representa um aumento de 0,9 ponto
percentual acima do verificado em igual período de 99 e 0,8 ponto percentual
acima do registrado em 1998.